A privatização dos Correios e a estatização aplicada ao seu condomínio

Print Friendly, PDF & Email

O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou em entrevista que a privatização da estatal está em andamento – dando a entender que caminha a passos largos. A notícia, naturalmente, repercute de duas formas: 1) é comemorada pelos brasileiros insatisfeitos que hoje têm consciência de que são reféns dos Correios – que detém o monopólio dos serviços postais brasileiros desde 1978; 2) é criticada por  três tipos de pessoas: aquelas que hoje ocupam bons cargos na estatal, aquelas  que defendem um estado inchado para poder sugá-lo assim que possível e, por último, os incautos.

Via de regra, a demanda de privatizações das estatais brasileiras dá-se pela ineficiência dos serviços prestados, pelo custo alto e pelo sucateamento das mesmas. Isso sem falar que são cabides de empregos políticos e, não obstante, grandes máquinas vulneráveis à corrupção. No caso dos Correios, a desestatização é fundamental, “pois alia a estrutura já existente à expertise do mercado, desonerando o Estado de uma função que não é mais tipicamente pública”, como afirmou o próprio presidente da estatal.

Imaginemos o caso de um condomínio residencial. Atualmente, na maioria deles, os serviços são terceirizados: portaria, segurança, manutenção (pintura, hidráulica, limpeza). E por que são terceirizados? Porque seus serviços são mais baratos, mais eficientes e podem ser requisitados de acordo com as demandas. Se o serviço prestado for ruim, busca-se outro profissional no mercado para realizar esse serviço.

Deseja receber nossos conteúdos por e-mail?

* indica obrigatório

Agora pensemos no custo que os moradores de um condomínio teriam se todos os serviços necessários fossem realizados por profissionais contratados mediante concurso público, com salário fixo e estabilidade – imunes a demissões. Suspeito que os moradores não aceitariam esse método em seu condomínio (risos). Exemplo: por que pagar um pintor de forma mensal e permanente sem que haja, proporcionalmente, a mesma demanda de serviço de pintura mensal e permanente? Por que manter um profissional para cuidar da manutenção dos elevadores sem que haja essa demanda permanente? O questionamento é válido para todas as funções.

Nas estatais brasileiras é mais ou menos assim que a dinâmica funciona. Servidores são amontoados em cargos, muitos deles dispensáveis. Isso a um salário estabelecido, na maioria das vezes, acima dos pagos na iniciativa privada, com vários direitos e reajustes. Naturalmente, o custo dos serviços torna-se elevado se comparado à iniciativa privada e, como há estabilidade, o serviço é menos eficiente. Isso sem falar nas greves, como no caso dos Correios, que deixam seus clientes a ver navios.

Se você é contra a privatização dos Correios, não por ser alguém que perde regalias com isso, mas sim por falta de entendimento, observe, como citado acima, o organograma de serviços de seu condomínio. Imagine estatizar esses serviços com as regalias dos servidores públicos brasileiros. Você toparia?

Outro ponto: se uma empresa privada é mal administrada, ela arca com as consequências – e pode ir à falência. Já nas estatais, quando há deficiência financeira, como vimos no rombo bilionário na Petrobras causado pelo PT há bem pouco tempo, a conta é jogada para os pagadores de impostos. Além do mais, o fim de monopólios proporciona a abertura de livre concorrência – o que tende a reduzir os preços no mercado.

As privatizações são a estrada pavimentada para o desenvolvimento que tanto urge ao Brasil. Precisamos de uma retomada pós-pandemia com um país já mais enxuto e, por conseguinte, mais moderno. Essa redução do tamanho do Estado, como com a privatização dos Correios, além de proporcionar serviços mais baratos e eficientes, vai reduzir as chances de corrupção e de negociatas de cargos públicos.

Lembremos de que o Mensalão teve início nos Correios. Que venham mais privatizações!

Faça uma doação para o Instituto Liberal. Realize um PIX com o valor que desejar. Você poderá copiar a chave PIX ou escanear o QR Code abaixo:

Copie a chave PIX do IL:

28.014.876/0001-06

Escaneie o QR Code abaixo:

Ianker Zimmer

Ianker Zimmer

Jornalista e escritor. Autor de três livros.

Pular para o conteúdo