Colunistas do Instituto Liberal na equipe de Paulo Guedes, boa sorte!

É imperioso reconhecer que, sem efetivamente ter começado, estando apenas no período de transição, o virtual governo Bolsonaro tem acumulado excelentes notícias. Esta quarta-feira (31) foi particularmente fecunda.

Uma delas foi a divulgação ampla da aceitação do astronauta Marcos Pontes, com um currículo extraordinário, para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. É incrível que, há pouco tempo, no governo Dilma, a pasta era ocupada por Aldo Rebelo, que chegou a defender a implementação de obstáculos ao desenvolvimento tecnológico para evitar o desemprego. Esse quadro é uma evolução imensurável.

Outra foi a oferta de Israel de bancar uma usina de dessalinização da água para o Nordeste. Essa medida não apenas é um passo primoroso para a emancipação daquela região sofrida e tão querida do Brasil, como um sinal do que podemos obter com a reorientação de nossa política externa. A vinda do premiê israelense à posse do presidente Bolsonaro, uma possibilidade aventada também nos últimos dias, indica a importância que Israel confere à parceria com nosso país e seria a primeira em toda a história.

As atitudes do ministro Paulo Guedes, que comandará a economia, têm sido também animadoras. Ele frisou a importância da Reforma da Previdência e da independência do Banco Central, além de ter dito que trabalhará pela salvação da indústria brasileira, “apesar dos industriais” – ou seja, nada de subvenções e privilégios para empresários. Uma grande mudança pode estar acontecendo sob sua gestão na pasta, cujas consequências, se efetivadas, só podem ser positivas.

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Um detalhe, porém, merece nossa atenção particular, porque nos deixa muito felizes. De acordo com o InfoMoney, nada menos que três colunistas do nosso Instituto Liberal participaram da campanha ao lado de Guedes e podem ocupar espaço no governo: Roberto Ellery, Rubem Novaes e Adolfo Sachsida. Este último está confirmado como membro da equipe de transição.

Como atual diretor-presidente do Instituto Liberal, sinto-me na obrigação, que não me é nada penosa – ao contrário, traz enorme satisfação – de, de antemão, parabenizá-los pelo prestígio demonstrado e, para aqueles que efetivamente comporão a equipe do ministério do governo Bolsonaro, transmitir meus votos mais sinceros, em meu nome e em nome da instituição para que tanto colaboraram, de muito boa sorte e sucesso nos desafios para construir um Brasil mais livre e próspero de dentro do Poder Executivo federal.

Para o leitor interessado em conhecer melhor as ideias desses três nomes, fizemos um levantamento dos textos que apresentaram em nosso site.

Rubem Novaes foi diretor do BNDES, é ex-presidente do SEBRAE e doutor em Economia pela Universidade de Chicago – assim como Paulo Guedes. Seu último texto para o Instituto Liberal foi publicado em novembro do ano passado: o registro de uma conferência sobre a demografia no Brasil, em que analisa minuciosamente a questão. Novaes também demonstrou seu conhecimento técnico ao analisar as zonas de comércio, com destaque para a crise na Grécia. Conhecedor ainda de história econômica, ele se mostrou favorável a uma gradual privatização da Petrobras e sustentou que o ministro de Dilma, Joaquim Levy, não fazia jus ao liberalismo da Escola de Chicago – da qual Novaes é adepto, sendo crítico da Escola Austríaca defendida pelos fundadores do IL, como Donald Stewart Jr., o que só atesta a abertura ao diferente e à discussão em nossa linha editorial.

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Roberto Ellery é professor de Economia da Universidade de Brasília e especialista em políticas de investimento. Seus artigos são regularmente publicados em nosso site e repercutem análises minuciosas de estatísticas e dados, que ele maneja exemplarmente. Ellery escreveu nesta semana sobre os principais desafios da economia brasileira, que são, a seu ver, o da produtividade, o do investimento e o do ajuste fiscal. Analisou também os limites de isenção de imposto de renda nos governos petistas, demonstrando a falácia nas promessas do candidato Fernando Haddad. Demonstra também atenção ao cenário internacional e considerou o impeachment de Dilma “talvez (…) o mais belo momento do império da lei no Brasil”. Ele apontou a dívida pública como uma ameaça à nossa economia.

Adolfo Sachsida é economista do IPEA, doutor pela Universidade de Brasília e pós-doutor em Economia pela Universidade do Alabama. Adolfo é conhecido nos círculos liberais e conservadores, tendo participado de inúmeros eventos e congressos. Ele defendeu abertamente a necessidade de o Brasil rechaçar o socialismo e a caminhada em direção à Venezuela bolivariana. É um grande admirador de Friedrich Hayek, da Escola Austríaca, que para ele foi o maior economista do século XX. Escreveu em 2007, em parceria com João Batista de Brito Machado, o livro Fatores determinantes da Riqueza de uma Nação, disponível para download. Adolfo é militante ativo das bandeiras que esposa, como o Escola Sem Partido, e seus textos sempre procuram debater respeitosamente os problemas levantados pela sociedade, jamais restringindo-se à economia, abrangendo as mais diversas questões da cultura e da política. Também é um contundente crítico do PSOL e de Marcelo Freixo, mostrou-se simpatizante do imposto único e é admirador do filósofo Olavo de Carvalho.

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Reiteramos nosso desejo de que destinem todo o seu conhecimento e experiência para o benefício do Brasil!

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