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Países perdulários

NCPA *

Os Estados Unidos e o Ocidente, em geral, estão à frente na lista dos países perdulários. A boa notícia é que agora há mais países administrando suas economias com mais responsabilidade na área fiscal do que havia há dois anos.

Ser responsável na área fiscal significa manter os déficits anuais em média menores do que a média das taxas de crescimento econômico anual, evitando que a dívida líquida ultrapasse um terço do produto interno bruto, e manter um governo relativamente pequeno.

A má notícia é que a maior parte das maiores economias do mundo, incluindo a dos Estados Unidos, está cada vez mais se afundando em dívidas, como resultado de gastos excessivos. No final, todos vão ter que pagar o preço. O alerta é de Richard Rahn, associado sênior do Cato Institute e presidente do Instituto para o Crescimento Econômico Global.

  • A Suíça leva o prêmio por ter a economia mais bem gerida e bem equilibrada, no todo, apesar dos gastos do governo serem maiores do que o ideal.
  • A Suíça tem tido políticas econômicas prudentes e responsáveis há décadas, resultando em uma renda per capita maior do que a dos Estados Unidos.
  • O número dois é o Chile, que agora tem a maior renda per capita da América Latina, depois de mais de três décadas de políticas pró-crescimento e de governo mínimo. O país não tem dívidas e está com superávit.
  • Os países que estão em pior situação fiscal são os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Itália, França e Japão.
  • Todos esses países sofrem de excesso de governo, excesso de tributação e regulamentação, e taxas de crescimento econômico muito abaixo de seus déficits anuais.

Todos os países com grandes dívidas ilustram a maldição da democracia, pela qual uma elevada parcela de seus eleitores recebe mais benefícios dos governos do que pagam em troca, por isso votam em políticos que prometem cada vez mais, embora o pote de biscoitos esteja vazio. O resultado é o aumento da estagnação econômica e uma provável instabilidade política.

A tragédia adicional para o mundo é que os países grandes mal administrados, ao invés de reformarem suas próprias economias, estão pressionando os países bem administrados para aumentar os impostos e aumentar os gastos danosos e a regulamentação. O governo Obama tem sido tremendamente agressivo na tentativa de estender para o resto do mundo as tão destrutivas leis fiscais dos EUA. O Departamento de Justiça de Obama tem ido longe demais, a ponto de perseguir e ameaçar as instituições financeiras suíças (e as de outros países) por não adotarem a legislação fiscal dos EUA na Suíça.

Se o governo dos EUA fosse mais sábio, estaria tentando imitar as políticas responsáveis dos suíços e a de outros países de governos pequenos, com baixas dívidas, ao invés de tentar intimidar e punir quem é bem sucedido.

 

Leia mais no artigo de Richard Rahn, “Surprise Among the Spendthrift Nations,” Washington Times, September 17, 2013.

* NATIONAL CENTER FOR POLICY ANALYSIS
* TRADUÇÃO E EDIÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

 

IMAGEM: WIKIPÉDIA
Instituto Liberal

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