A oposição na mira do STF
Alexandre de Moraes abriu um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro, postulante à Presidência pelo Partido Liberal e nome mais forte para a disputa com Lula, por um comentário em que o parlamentar associou o petista ao ex-ditador (é bom poder escrever isso!) da Venezuela Nicolás Maduro. Essa denúncia poderia ser feita contra qualquer pessoa que se disponha a falar a verdade.
Há pouco, Gilmar Mendes pediu ao mesmo colega Moraes para incluir o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que se apresenta para a mesma disputa presidencial pelo Partido Novo, no famigerado inquérito das Fake News – novamente, um inquérito quimérico, sem prazo de encerramento, em que Moraes se coloca como juiz, investigador e vítima ao mesmo tempo. O motivo? A republicação nas redes sociais de um vídeo satírico sobre os ministros do STF.
É evidente que o regime, alvejado pelos escândalos recentes, está tentando intimidar os críticos, perseguindo descaradamente a oposição para a proteção dos anseios corporativistas dos juristocratas.
Que colunistas como Merval Pereira, porém, não finjam surpresa e não falem timidamente em terem apenas cometido “descuidos”. Já havia perseguição, pelo menos, desde a censura da Crusoé. Desde que o inquérito das Fake News começou. Desde que parlamentares foram acuados em virtude de suas palavras.
Desde que os presos do 8 de janeiro foram cruelmente usados para a construção de uma narrativa totalmente mentirosa para sustentar o arranjo STF-governo Lula-setores da grande imprensa. Tenham mais respeito pela capacidade cognitiva alheia!



