PL e STF: inimigos, mas com alguma coisa em comum
Esse é um artigo bem incômodo para todos nós que somos de direita.
Mas a verdade é que quanto mais alta a escala de poder, mais os interesses têm menos a ver com ideologia e mais a ver com dinheiro.
A produtora americana do filme nega ter recebido o dinheiro. O depósito foi numa empresa do Texas aonde o Eduardo Bolsonaro está. O dinheiro é alto demais para o custo do filme. O pedido do dinheiro é feito quando os escândalos já estava estourados há muito tempo. O valor é 13 vezes maior do que o dinheiro encontrado em caixa para ressarcir as fraudes públicas.
E, o pior, é a desculpa: “é dinheiro privado”.
Essa desculpa é EXATAMENTE A MESMA feita pelo escritório da mulher de Alexandre de Moraes para justificar os 129 milhões de reais em contrato jurídico.
“É uma empresa privada. Somos um escritório privado”.
Desculpe-me, mas essa desculpa parece com outra coisa que a gente encontra na privada.
O Banco Master é um escândalo que une bolsonarismo e STF. Vimos na semana retrasada que Alexandre de Moraes operou ativamente para derrubar Bessias do STF, e se juntou a Flávio e Alcolumbre contra Lula e o PT. Os interesses em Brasília se convergem e se afastam todo dia, dependendo do tema. O inimigo de hoje pode ser o aliado de amanhã, sempre quando a oportunidade e o parceiro certo surgem.
E nos próximos meses, o PT se vender como paladino da ética ao acelerar a CPI do Master. Se Lula tiver que sacrificar Moraes para vencer a eleição, ele o fará sem pena. Não há ética entre vagabundos no Brasil.
Não acredite em partidos. Acredite em pessoas e ideias. E troque as pessoas de vez em quando as pessoas não corresponderem mais às ideias.



