Liberdade econômica no mundo

NCPA *


Pelo segundo ano consecutivo a liberdade econômica no mundo aparece em queda. É o que revela o relatório do Índice de Liberdade Econômica, copublicado pelo Instituto Cato, dos EUA, o Instituto Fraser, do Canadá, e mais de 70 think tanks em todo o mundo.

Os fundamentos da liberdade econômica são: escolha pessoal, troca voluntária e mercado aberto. O Índice de Liberdade Econômica no Mundo procura medir a consistência das instituições e políticas de diversos países com a troca voluntária e as outras dimensões da liberdade econômica. O relatório 2011 mostra que a liberdade econômica caiu pelo segundo ano consecutivo.

  • A média de resultados para a liberdade econômica subiu de 5,53 (em 10) em 1980 para 6,74 em 2007, mas retrocedeu para 6,64 em 2009, o ano mais recente dos dados disponíveis.
  • No índice deste ano, Hong Kong mantém-se com a melhor pontuação para liberdade econômica, 9.01 em 10, seguida por Cingapura, Nova Zelândia, Suíça, Austrália, Canadá, Chile, Reino Unido e Ilhas Maurício.
  • A maior economia do mundo, os Estados Unidos, sofreu um dos maiores declínios em liberdade econômica dos últimos 10 anos, caindo para o 10º lugar.
  • Grande parte deste declínio é resultado de maiores gastos do governo e de maior endividamento, além de queda na pontuação dos componentes da estrutura jurídica e dos direitos de propriedade.
  • Outros países de projeção mundial tiveram a seguinte classificação: Alemanha (21º), Japão (22º), Coreia (30º), França (42º), Espanha (54º), Itália (70º), México (75º), Rússia (81º), China (92º), Índia (94º) e Brasil (102º). A Argentina ficou em 119º lugar.
  • Os países de menor liberdade econômica no mundo são o Chade (132º), Burúndi, República do Congo, Guiné-Bissau, República da África Central, República Democrática do Congo, Angola, Venezuela, Mianmar e, novamente em último, Zimbábue (141º).
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O relatório deste ano traz ainda uma nova pesquisa comparando as políticas que promovem a “liberdade” com as que estabelecem “direitos”, em relação ao desenvolvimento econômico. Os resultados indicam que as liberdades fundamentais são a melhor explicação para o crescimento econômico de longo prazo.

Os países que priorizam a liberdade de escolha – liberdade econômica, liberdade civil e liberdade política – em detrimento da concessão de direitos têm mais probabilidade de alcançar um crescimento econômico sustentável maior e de conquistar muitas das características próximas do sucesso identificadas pela Comissão para o Crescimento e Desenvolvimento (Banco Mundial, 2008).

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Em contrapartida, quando a sociedade adota a política de concessão de direitos – que só pode ser feita por meio de uma coerção maior do Estado – adota o caminho da auto-destruição, no longo prazo. O relatório aborda também as descobertas sobre a relação positiva entre o aumento da liberdade econômica e a melhoria das condições de vida da mulher.

 

*National Center for Policy Analysis – fonte:Economic Freedom of the World: 2011 Annual Report,” Cato Institute/Fraser Institute, September 20, 2011.

Link direto: Economic Freedom of the World 2011 Annual Report

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TRADUÇÃO / EDIÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

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Comentários

  1. O caso brasileiro é triste para um país com tanto potencial. Já nos EUA, que caíram para décimo lugar, a maior parte dos fatores são reversíveis, mas preocupa estar sendo afetado o direito de propriedade, porque este tende a ser de mais difícil recuperação.