A receita das privatizações


ARTHUR CHAGAS DINIZ *

É com uma mistura de satisfação e aturdimento que vejo as declarações da ínclita Presidente sobre o uso de receitas de privatização de ativos públicos. As declarações refletem, em primeiro lugar, a incapacidade do Governo em controlar suas próprias despesas e, finalmente, a constatação de que a gestão privada de concessões de infraestrutura pode torná-las produtivas ou lucrativas, a depender de posicionamento político do leitor.

FHC, capa da “Think Tank” nº 1

O início de um promissor programa de privatizações começou no governo FHC. Àquela época, fomos recebidos pelo então Presidente, pela prestigiosa iniciativa do senador Jorge Bornhausen.

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O Presidente nos confidenciou que, antes de assumir o governo, sua posição era antiprivatizante. “Agora”, terminou a conversa, “estão dizendo que eu sou liberal”.

A receita da privatização é muito mais do que um “refresco” de caixa do Tesouro e, a médio prazo, é medida insubstituível de produtividade.

* PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

 

FONTE DA IMAGEM: REVISTA DO IL “THINK TANK”, Nº 1
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