Rosa Parks: a história por trás de um gesto que marcou uma geração
Um gesto simples, mas corajoso, transformou Rosa Parks em um dos maiores símbolos da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.
A costureira Rosa Parks (1913-2005), embora nascida no Alabama, residiu por boa parte de sua biografia no estado de Michigan – em Detroit, não em Grand Rapids, mas há, no coração da cidade, um parque com seu nome, onde, em 2010, ergueu-se esta estátua triunfante em sua homenagem.
Personagem icônica da militância pelos direitos civis nos EUA, Parks nunca foi uma liberal clássica ou conservadora.
Ao contrário, frequentava círculos da esquerda norte-americana, inclusive flertando com o radicalismo de Malcolm X (1925-1965) e com lideranças socialistas como Angela Davis (n. 1944). Porém, o gesto que a tornou famosa, em 1955, foi pacífico, resoluto e uma inquestionável denuncia contra um absurdo: recusou-se a se levantar do assento em um ônibus em Montgomery para um branco sentar, desobedecendo ao racismo escancarado das leis segregacionistas então vigentes.
A atitude, que lhe rendeu uma detenção e muitas pressões que a forçaram a se mudar para Detroit, não foi inédita, mas, já sendo antes uma ativista da causa, ela conseguiu ensejar com isso um grande boicote, estimulado por Martin Luther King (1929-1968), transformando-se em um símbolo de uma causa óbvia de igualdade justa: aquela perante a lei. As leis segregacionistas que vitimaram Parks acabariam sendo consideradas inconstitucionais.
Entre as inscrições ao redor da estátua, em que Parks aparece de pé em frente a uma representação do assento de ônibus que se recusou a deixar, há as seguintes citações da homenageada: “Eu gostaria de ser conhecida como uma pessoa preocupada com liberdade, igualdade, justiça e prosperidade para todos.” “Sem visão, as pessoas perecerão; e, sem coragem e inspiração, os sonhos morrerão – o sonho de liberdade e paz.”



