A liberdade contra-ataca o politicamente correto

Yago Freyesleben* Caro leitor, você consegue reconhecer os rostos na imagem ao lado? Não, não se trata de um “Harry Potter” que perdeu seus óculos ou de um “Draco Malfoy” carinhoso. Estamos falando de Ben Shapiro, um dos maiores defensores do ideário “conservative” na mídia norte americana, advogado com passagens por UCLA – Universidade da Califórnia em Los […]

Yago Freyesleben*

Ben e Milo Caro leitor, você consegue reconhecer os rostos na imagem ao lado?

Não, não se trata de um “Harry Potter” que perdeu seus óculos ou de um “Draco Malfoy” carinhoso. Estamos falando de Ben Shapiro, um dos maiores defensores do ideário “conservative” na mídia norte americana, advogado com passagens por UCLA – Universidade da Califórnia em Los Angeles – e Harvard e editor-jornalista nos sites Breitbart e Dailywire. Tornou-se famoso por seu épico debate com o apresentador Piers Morgan no canal CNN em que Shapiro obteve uma vitória espetacular em defesa da Second Amendment, ou seja, o direito do cidadão americano de se armar.

O outro não é ninguém menos que o britânico Milo Yiannopoulos, homossexual assumido que intriga e irrita partidários do politicamente correto, em especial feministas, por contrariar todas as expectativas “progressistas” da juventude hodierna. Por que será que um homem abertamente gay irá se posicionar ao lado de valores tido como conservadores, a saber: o livre mercado e a responsabilidade individual, como determinantes numa sociedade? Não deveria ele se posicionar ao lado das ditas “minorias oprimidas” por fazer parte de uma? Propositadamente polêmico e autointitulado um ” provocador”, Milo representa justamente o quão furado e ilógico é o raciocínio da esquerda do século XXI, quando posto em cheque perante a liberdade de consciência.

O alvo da vez é a multiplicação galopante dos chamados safe spaces nas universidades americanas, uma espécie de santuário para as minorias oprimidas, ou seja, uma expressão do politicamente correto – tão conhecido por nós brasileiros. Nestas “zonas sagradas” a liberdade de expressão está institucionalmente restrita em nome de uma espécie de justiça social reparativa para mulheres, gays, negros e hispânicos. Através da nossa experiencia com as faculdades de humanas brasileiras, todos nós já sabermos o quão autoritária é a existência destas zonas de exclusão, ressentimento e sentimentalismo.

É justamente neste ponto que Shapiro e Yiannopoulos entram em cena. Patrocinados pela Young America’s Foundation, uma instituição voltada para divulgar e financiar jovens que incorporem ideias tradicionais americanas, como o livre mercado e a liberdade de expressão, nossos heróis estão realizando uma turnê pelos mais hostis campus universitários americanos, discursando e desmistificando ideologias com quase nenhuma comprovação empírica e recheadas de inconsistências em seu sua teoria, tais como a white privilege, e a suposta discriminação salarial sofrida pelas mulheres em comparação com homens em igual trabalho.

Como esperado há resistência as atuações de Ben e Milo, visto o cancelamento unilateral por parte do diretor da Califórnia State University da palestra de Shapiro. O pretexto dado era que seria injusto não conferir a oportunidade de “diversificar o debate”. Isto vindo de uma universidade dominada pelos ideologismos da New Left. Não seria, justamente, Ben Shapiro o elemento diverso?

Ontem à noite, foi a vez de Yiannopolous discursar na Universidade de Michigan. Aguardo ansiosamente o vídeo, bem como acompanhar no twitter em @nero e @benshapiro. Enfim, a liberdade contra-ataca contra o politicamente correto.

* Yago Freyesleben – estudante de graduação em Direito (UFRJ)