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Talibãs moderados

JOÃO PEQUENO*

Prêmio Internacional da Paz das Crianças, a paquistanesa Malala Yousafzai, 16, sobreviveu a tiros dos talibãs que tentaram matá-la por cometer o pecado de estudar – crime para uma menina, nas cabeças ocas da milícia totalitarista islâmica. Já o Nobel da Paz foi dado de forma errada em 2009 ao presidente americano Barack Obama, que nem havia iniciado sua gestão cuja secretária de Estado, Hillary Clinton, defendeu depois que os EUA abrissem um diálogo com “talibãs moderados” (“quadrados redondos”, em árabe).

Karl Popper (1902-1994), filósofo austríaco, já nos ensinou que “não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos”, mas não é que, logo após Guilherme Fiuza descobrir o nascimento do “Brasil Talibã”, o ministro Gilberto Carvalho afirma que o Planalto busca dialogar com os milicianos do Black Bloc?

Tivesse Carvalho a mesma capacidade cognitiva dos “artistas e ‘intelectuais’” que pedem a liberdade de “presos ‘políticos’”*, como os que (em bando contra um, como sempre) espancaram um coronel da PM em São Paulo, essa seria só uma ideia tão imbecil quanto a de Hillary. Mas o ministro petista é bem esperto e não era à toa que, em julho, passeava em meio a militantes berrando pela queda de seu suposto aliado Sérgio Cabral (PMDB) em Copacabana.

Quando ele fala pede “diálogo” com black blocs, inspira uma bondade tão grande quanto a dos talibãs pedindo a Malala que volte para o Paquistão.

*JORNALISTA – artigo publicado originalmente no Jornal Destak

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