Síria e Sudão do Sul: atoleiros para os EUA

 THE INDEPENDENT INSTITUTE*

Lula e Assad. Itamaraty, 2010

Os Estados Unidos já estão com planos grandiosos para remodelar a Síria pós-Assad. Para os ativistas sírios como Rafif Jouejati, que teme que a intervenção dos EUA faça a seu país o que fez no Iraque ocupado, este é um empenho americano indesejável. Mesmo que os Estados Unidos evitem repetir os erros cometidos no Iraque pós-Saddam, ainda assim poderá ser um esforço contraproducente, de acordo com Ivan Eland, diretor do Centro para a Paz e a Liberdade, do Independent Institute. O apoio dos EUA à oposição síria já intensificou a guerra civil naquele país, Eland argumenta.

Além disso, a política de intervenção dos EUA corre o risco de mergulhar o país em outro atoleiro. O apoio mais recente para esta hipótese pode ser o que está sendo dado ao Sudão do Sul. O Departamento de Estado tem investido capital diplomático para conseguir que o novo país negocie pacificamente com seu vizinho do norte a respeito de uma taxa de trânsito de um oleoduto. Se essa estratégia falhar no longo prazo, o Tio Sam poderá aumentar sua presença para manter sua influência e “prestígio” na região.

“Assim, uma intervenção norte-americana gera outra”, escreve Eland. “Para evitar ficar – passo a passo – enredado em atoleiros, em áreas do mundo não estratégicas para a segurança dos EUA, os Estados Unidos deveriam confiar mais em potências e organizações regionais, tais como a Liga Árabe e a União Africana, para garantir a paz e a estabilidade.”

Leia mais em:

Quagmires Are Often Just a Few Steps Away, by Ivan Eland (8/7/12)

No War for Oil: U.S. Dependency and the Middle East, by Ivan Eland

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*TRADUÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

 

Fonte das imagens: Wikipedia
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