Remédios produzidos de forma barata são perigo para Países em desenvolvimento

NCPA *

Os pacientes em países em desenvolvimento desejam ter maior acesso a remédios, mas comercializar remédios baratos tem se tornado um problema. Parte da dificuldade é a proliferação de remédios ilegais falsificados nos mercados mais pobres. Além disso, novas pesquisas revelam que remédios abaixo do padrão – legais, mas produzidos de forma precária – representam igualmente um perigo para os pacientes – é o que afirmam Roger Bate e Julissa Milligan do American Enterprise Institute.

  • Medicamentos genéricos comercializados em todo o mundo, provenientes, na maior parte, da Índia, invadiram mercados emergentes.
  • Uma iniciativa recente para ajudar países de baixa renda a desenvolverem sua própria capacidade de produção já está dando frutos e países como a Tailândia, Gana, Quênia e Nigéria agora estão produzindo seus próprios medicamentos.
  • Com o apoio de diversos doadores internacionais, eles argumentam que a produção doméstica de farmacêuticos reduzirá os custos de transporte, propiciará criação de novos empregos locais, aumentará o conhecimento especializado e cortará a dependência de fornecedores estrangeiros.

Com a ajuda da organização não governamental Africa Fighting Malaria [África no combate à malaria] e do Instituto Legatum, os pesquisadores Bate e Milligan testaram a qualidade dos remédios comprados em países emergentes. Descobriram que mais de 4 por cento de apenas 2 mil amostras de medicamentos legais não conseguiram passar nos testes de qualidade.

  • As taxas de insucesso para drogas produzidas por grandes indústrias indianas e todas as empresas americanas e europeias foram abaixo de 1 por cento.
  • Por outro lado, os fabricantes africanos tiveram o pior  desempenho, produzindo 8,3 por cento de falhas no cômputo geral, seguidos pelos chineses, vietnamitas e pequenos produtores indianos.
  • Em países emergentes, os medicamentos produzidos no próprio país tiveram maior probabilidade de falhas do que os produtos importados.

Está claro que as sociedades que usufruem de boa regulação produzem medicamentos de qualidade muito maior do que aquelas com padrões muito menos rigorosos. Esta associação provavelmente explica muitos dos outros dados em outras localidades pobres, mas estas localidades não foram analisadas suficientemente em detalhe para se ter certeza, segundo Bate e Milligan.

Fonte: Roger Bate e Julissa Milligan, “Legal But Deadly,” American Enterprise Institute, June 30, 2011.

Texto na íntegra:

http://www.american.com/archive/2011/june/legal-but-deadly

*Texto condensado pelo National Center for Policy Analysis – NCPA, organização com base em Dallas, Texas, EUA, voltada para o estudo de problemas econômico-sociais e a busca de soluções que ofereçam alternativas privadas e de economia de mercado para a regulamentação e o controle do governo. Não tem fins lucrativos nem vínculo político-partidário.

TRADUÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

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