Racismo e Mercado

A propriedade privada confere a seu proprietário o poder de discriminar, para admitir ou não a presença de outros em sua propriedade e determinar as condições de entrada. Tanto a aceitação como a exclusão trazem associados custos e benefícios, que o proprietário sopesa quando toma sua decisão.  (Hans-Hermann Hoppe)

Muito interessante e elucidativo o comentário de David Handerson sobre o rumoroso caso de racismo na NBA (quem ainda não leu sobre o assunto, pode fazê-lo aqui).  Segue abaixo uma tradução editada:

O que eu acho interessante sobre o caso de Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, é o quão bem ele ilustra os insights de Gary Becker sobre a economia da discriminação. Becker apontou que o mercado faz com que as pessoas “paguem” pela discriminação por motivos raciais. Uma pessoa branca que se recusa a contratar uma pessoa negra que é mais produtiva do que um branco (…) acaba fazendo um mau negócio.

Como isso se aplica aqui? Bem, parece bastante óbvio que Donald Sterling é um homem racista. Mas você não poderia dizer isso olhando para os salários dos jogadores por ele contratados a peso de ouro. Assim, por mais tolo que ele possa ter sido ao fazer aqueles comentários racistas para sua jovem amante, Sterling não era tão tolo a ponto de tentar ganhar jogos de basquetebol com uma lista de jogadores exclusivamente brancos. Basta olhar a folha de pagamento do Clippers ‘ . Os 3 melhores jogadores, sozinhos, receberão salários totais de mais de 46 milhões dólares nesta temporada, enquanto a folha de pagamento para todos os demais 18 jogadores será de US $ 73 milhões. Agora adivinhem a cor da pele destes top 3.

Em outras palavras, o mercado disciplinou Donald Sterling. Ao contratar os jogadores, ele não discriminava homens negros. Fazê-lo teria sido muito caro e contraproducente.

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