Quais as consequências de uma política de desarmamento?

Só é a favor de política de desarmamento, bandidos e políticos que querem indivíduos indefesos para poderem explorá-los sem resistência. Há um terceiro tipo que são os iludidos pela própria ingenuidade, incapacidade cognitiva ou por viverem sonhando com utopias. Quando eu digo que democracia ilimitada é um perigo, me refiro à imprudência, à imoralidade, à […]

Só é a favor de política de desarmamento, bandidos e políticos que querem indivíduos indefesos para poderem explorá-los sem resistência. Há um terceiro tipo que são os iludidos pela própria ingenuidade, incapacidade cognitiva ou por viverem sonhando com utopias.

Quando eu digo que democracia ilimitada é um perigo, me refiro à imprudência, à imoralidade, à irracionalidade de se querer colocar sob a vontade majoritária direitos individuais inalienáveis, ou seja, aqueles direitos que ninguém, sob nenhuma circunstância, pode nos tirar. Entre esses direitos, está o de defendermos nossa própria vida e propriedade, reagindo contra aqueles que atentam contra nós.

No momento em que votam leis ou editam decretos impedindo que possamos portar armas para nos defendermos daqueles que atentam contra nossas vidas e propriedades, estão nos condenando a abrir mão da nossa vida e da nossa propriedade sem resistência.

Somente gente sem noção, místicos, acreditam que o governo é onipresente e onipotente ao ponto de ter a capacidade de nos defender a todo instante e em todos os lugares. Para esses, o governo é um deus.

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Somente quem não conhece a história, ou não acredita nela, imagina que devemos estar submetidos aos que detém o poder coercitivo do governo, como se este não pudesse também atentar contra nossa vida e propriedade de maneira imoral e ilegítima. Todos os governos tirânicos começaram sua hegemonia desarmando a população para impor seu projeto de permanência no poder e uso da força sem resistência.
Já temos provas na história universal e na história recente do país de que bandidos ganham vantagem competitiva na luta pela posse do que é dos outros quando armados enfrentam proprietários desarmados. Ainda mais quando os governantes, na tentativa de se manterem no poder, prometem oferecer aos eleitores uma vida plena de benefícios sem custos, sem ônus, cheia de privilégios e sem deveres.

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Para pagar por uma sociedade assim, os governantes, propositadamente, colocam a segurança e a justiça, razão de existir do governo, fora das suas prioridades. Com isso, aqueles que pagarão para que as promessas populistas e demagógicas sejam implementadas, ficarão sem os únicos serviços que esperam de um governo legítimo, os serviços correlacionados de segurança e justiça.

Tenham em mente isso, sempre que alguém defender o desarmamento civil, esta pessoa ou tem más intenções, ou vive fora da realidade por algum problema cognitivo que a faz ver as coisas com um idealismo utópico de dar raiva.

O caos que se viu no Espírito Santo é responsabilidade daqueles que violaram normas de conduta e acordos estabelecidos voluntariamente. Primeiro, os bandidos; em segundo lugar os grevistas e em terceiro lugar todos os que transformaram o governo numa máquina de falsa filantropia, para atender os interesses de quem vive da distribuição da riqueza alheia e não da criação de riqueza própria.

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Nem acho que a situação caótica é o desejo de petistas e psolistas como um objetivo derradeiro. Marxistas costumam ser a favor de governos grandes e fortes, que agem com vigor e rigor no exercício da coerção para combater principalmente quem concorre com eles, seja na pilhagem ou na oposição.

É inegável que a falta de segurança privada e o cerceamento do direito de autodefesa através da política de desarmamento das pessoas que se subordinam à lei, ajudaram para criar a anarquia que experimentaram os capixabas.

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