Senado: a batalha que a oposição não pode abandonar
Entendo o desânimo das pessoas. Também não estou exatamente soltando fogos. Mas de nada adianta virem me dizer “não vai dar certo, os senadores de oposição vão se vender, Alcolumbre ja está eleito, estamos rendidos, o mundo acabou” etc.
Não estou fazendo uma análise de probabilidades. A probabilidade maior neste mundo de tantas misérias e fraquezas é a frustração – quer com as escolhas alheias, quer com as nossas próprias. Mesmo assim, nunca tive interesse nem lucro em fazer profecias de desastre fatalista para depois poder dizer “eu avisei” a quem tentou fazer a sua parte.
O que escrevo é sempre, salvo indicação em contrário, o que penso que deveria ser feito, e é para, como cidadão, cobrar a quem de direito que o ponha em prática. Mesmo que todos os senadores do PL resolvessem subitamente votar em Alcolumbre, ainda valeria a pena manifestar o que reclama a consciência. Ao menos ninguém poderá dizer, nem nós mesmos nos poderemos dizer, que erramos pela omissão em quadra histórica tão grave.
A oposição deve seguir Rogério Marinho e fazer voto aberto dos senadores contra Alcolumbre. Perdida a eleição presidencial para Lula, a ocupação da presidência do Senado é vital. Ela determina se o consórcio PT-STF converterá o Brasil, pelos próximos anos, em um filme de horror a que assistiremos praticamente como meros espectadores ou se preservaremos uma trincheira efetiva de onde podemos ter uma chance de lutar.
Eu seguirei a proclamá-lo. Se os senadores não tiverem a menor lealdade aos eleitores que lhes deram seus votos para travar o combate, não é nossa responsabilidade. O que é de nossa responsabilidade é não permitir que o façam sem protestos.



