A ‘Folha de S. Paulo’ não cansa de passar vergonha?

Qualquer pessoa lúcida fica impressionada com a insistência de um significativo número de pessoas que sabem ler e escrever em defender o socialismo. Como se fosse pouca piada, ainda ficam pulando de factoides em factoides na tentativa de dar sustentação a narrativas que invariavelmente se tornam dignas apenas de gargalhadas.

O roteiro é sempre o mesmo: lançam uma “bomba” contra alguém, mas logo que essa bomba revela-se recheada com nada ou com mentiras, lançam outra, e depois outra, e mais outra, alimentando piadas e memes nas redes sociais.
É compreensível que um militante de esquerda, movido por sua paixão necessariamente cega ao socialismo, repasse qualquer bobagem contra os mil conspiradores que ele acredita existir. Mas como se explica um jornal do tamanho da Folha de S. Paulo ter se transformado no maior propagador dos factoides do petismo e, em consequência disso, um veículo tão ridicularizado?

O maior jornal do país já vem colecionando vergonhas há muitos anos. Primeiro, ao ter jogado confete nos governos de Lula e Dilma. Depois, por dar todo espaço requerido à organização criminosa conhecida como Partido dos Trabalhadores e a seus aliados, na infindável defesa do ex-presidente condenado e preso por corrupção.

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Junto e misturado a isso, a Folha ainda concede espaço a todo tipo de acusações estapafúrdias contra a Lava Jato, operação da Polícia da Federal que colocou na cadeia mais de uma centena de corruptos, dentre eles altos funcionários públicos, grandes empresários e políticos poderosos, e ainda devolveu aos cofres públicos bilhões de reais que haviam sido roubados − enquanto a grande maioria dos brasileiros quer bandido na cadeia, a Folha coloca-se como porta-voz dos bandidos que tentam se livrar da cadeia.

Na véspera das últimas eleições presidenciais, a Folha noticiou o “escândalo do Whatsapp” – aquele que acusava Jair Bolsonaro de fazer campanha ilegal por meio desse aplicativo de mensagem, mas que pouco depois revelou-se mentira e logo em seguida, foi descoberto que quem se utilizou disso foi Fernando Haddad, do PT.

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As pessoas riram do jornal. Debocharam. Mas parece que nem essa vergonha abalou os executivos da Folha.

No começo deste mês, o jornal tentou legitimar mais um factoide: as conversas entre Sérgio Moro e membros da Lava Jato roubadas por hackers. Porém, logo foi percebido que as mensagens haviam sido editadas. Grosseiramente editadas. E mesmo se fossem legítimas na interceptação e verídicas em seus conteúdos, não há nada de comprometedor nas conversas. Mas a Folha não desistiu. Continuou tentando.

Anteontem, a Polícia Federal prendeu algumas pessoas sob a acusação de pertencerem a quadrilha de hackers que estava fornecendo o conteúdo das matérias da Folha. Prendeu e divulgou a ficha criminosa dos acusados. Dentre eles, um apoiador da campanha “Lula livre” que responde a um processo de estupro de uma menor de idade.

Entendo que o jornal ainda esteja impregnado de viúvas de Lula, mas já não passou da hora de se ver como empresa? Até quando os proprietários da Folha vão colocar a militância ideológica à frente das leis de mercado? Está faltando o quê para verem a quantidade de novos canais de comunicação que estão surgindo e crescendo justamente no vácuo de credibilidade deixado pelo jornal?

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A Folha de S. Paulo continua sendo o maior jornal do país, mas já perdeu relevância. Também vem perdendo assinantes. Logo, perderá anunciantes importantes. Quebrará. E não será por culpa de nenhuma conspiração da direita. Será pura e simplesmente como resultado da insistência numa militância ideológica que não se sustenta. O mundo está mudando. O Brasil está querendo mudar. Ou a Folha se mantém de pé ajudando o país a mudar, ou cai junto com o petismo.

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João Cesar de Melo

João Cesar de Melo

É arquiteto e artista plástico.