Quem diz que a direita é contra as mulheres ignora a História

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É óbvio que os esquerdistas mentem quando sustentam que liberais e conservadores são “contra as mulheres”, como se “esquerda” e “defesa da dignidade feminina” fossem intrinsecamente ligadas. Os próprios esquerdistas comumente só se lembram de defender e valorizar mulheres quando elas não são de “direita”. Se forem, podem ser tratadas como lixo.

No entanto, temos visto um excesso de comentários e posicionamentos boçais e totalmente inconsequentes vindos de quem deveria estar preocupado com as eleitoras no próximo pleito presidencial. Até INFLUENCIADORA defendendo que mulheres não deveriam votar! Essa estupidez não faz nenhum sentido e não nos ajuda em nada.

Por certo tempo, acreditava-se que, sustentada financeiramente pelo marido, a mulher deveria se recolher totalmente às questões domésticas, o que significaria que não teria o que fazer como cidadã nas questões públicas.

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Lideranças políticas e intelectuais como a estadista conservadora britânica Margaret Thatcher (1925-2013); minha saudosa amiga Sandra Cavalcanti (1925-2022), grande liderança udenista; as inspiradoras do libertarianismo norte-americano Rose Wilder Lane (1886-1968) e Isabel Paterson (1886-1961); as girondinas e abolicionistas Olympe de Gouges (1748-1793) e Mary Wollstonecraft (1759-1797); a grande pensadora e romancista Madame de Staël (1766-1817) ou a grande parceira de John Stuart Mill (1806-1873), Harriet Taylor Mill (1807-1858), não teriam voz nem vez.

Esses exemplos ilustram a importância do indivíduo para o pensamento liberal. Sem prejuízo para os corpos intermediários da sociedade, como as famílias e associações, que são fundamentais, enfatizar o indivíduo é necessário. No começo, o pensamento liberal conviveu com a escravidão, o voto censitário e a exclusão da mulher do processo político-eleitoral propriamente dito. Maturadas, porém, as ideias liberais demonstram que o ser humano, dotado de razão e autonomia decisória, é digno em si mesmo, independentemente de sexo, riqueza ou cor de pele. Obviamente, mulheres e homens não são iguais em absoluto, mas nenhum argumento que os diferencie em direitos é admissível.

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Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, conselheiro de diversas organizações liberais brasileiras, membro refundador da Sociedade Tocqueville, sócio honorário do Instituto Libercracia, fundador e ex-editor do site Boletim da Liberdade e autor, co-autor e/ou organizador de 11 livros.

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