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Estamos presenciando o fim do PDT?

BERNARDO SANTORO*

O PDT é um dos mais tradicionais partidos do Brasil. Por isso, e pelas péssimas ideias que representa, é também um dos partidos que mais fizeram mal ao país. É o representante direto do PTB de Vargas, motivo pelo qual vou considerar aqui o velho PTB e o novo PDT como uma única agremiação.

O recente escândalo do Ministério do Trabalho, gerido pelos brizolistas, juntamente com a criação de um partido dissidente, o Solidariedade, pode pôr fim a um dos maiores cânceres da história da nossa república. Vou tentar aqui relembrar alguns fatos que substanciam essa ideia.

Para começar, vivem chorando pelos cantos que João Goulart, outro político dos seus quadros que chegou à presidência, sofreu um golpe de Estado. No entanto se esquecem, convenientemente, que seu maior líder foi o primeiro a fazer um golpe de estado no período republicano, quando Vargas liderou a revolução de 1930, tentando disfarçar seu socialismo chamando seu grupo político de Aliança Liberal, que de liberal não tinha nada, exatamente como hoje faz o Partido Democrata nos EUA.

Durante esse período: instaurou uma ditadura; outorgou uma constituição que ele próprio depois revogou; suprimiu direitos individuais; criou uma legislação trabalhista que até hoje emperra o desenvolvimento nacional, concentra riqueza, e relega trabalhadores ao mercado negro; massacrou paulistas; e criou uma imensa estrutura burocrática, entre outras medidas autoritárias.

Seu segundo presidente, João Goulart: aumentou impostos, relativizou o direito de propriedade privada (base da civilização) e implantou a reforma educacional baseada em Paulo Freire que até hoje emburrece os brasileiros.

Seu mais notório líder pós-Vargas, Leonel Brizola: roubou empresas internacionais que aqui investiram, destruindo a reputação brasileira no exterior por muitos anos; entregou terras gaúchas para apadrinhados políticos; destruiu o Rio de Janeiro com uma política de complacência com o crime organizado; seus afilhados políticos saquearam o governo do Rio de Janeiro e até hoje têm influência na precária política fluminense.

Até mesmo a “Presidanta” Dilma foi uma das refundadoras do PDT, e seu pensamento trabalhista tosco contamina toda a administração pública federal atual.

O PDT é ainda o representante brasileiro da Internacional Socialista, o que dispensa maiores comentários.

E com toda essa ficha corrida, os demais partidos brasileiros evitam condenar o PDT, pois estão todos de olho no tempo de televisão do partido. Ademais, todos os partidos brasileiros são mais ou menos socialistas tal como o PDT e se utilizam das mesmas práticas morais e gerenciais obtusas.

Com a criação do Solidariedade pelo deputado pedetista Paulinho da Força, além de outros partidos novos, estima-se que dos 25 deputados federais da legenda, permaneçam apenas entre 8 e 10, o que pode levar o partido, em curto prazo, à sua extinção, pois partido político no Brasil vive de fundo partidário, tempo de TV e negociatas, o que exige muitos deputados federais. Com isso se fecharia uma triste página da história da democracia no Brasil.

O único problema é que a mentalidade e a cultura do “trabalhismo brasileiro” continua por aí, destruindo, via estado, os postos de trabalho que o partido supõe defender, e mesmo a queda do PDT não vai mudar isso tão cedo.

Porque pode se tirar um homem de dentro do PDT, mas tirar o PDT de dentro de um homem é difícil. Estão aí Dilma, Garotinho, Cesar Maia, brizolas, Paulinho da Força e uma série de outros políticos que não me deixam mentir.

*DIRETOR DO INSTITUTO LIBERAL

Instituto Liberal

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O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.