Desde que sirva à causa…

ARTHUR CHAGAS DINIZ

É comum, embora sempre nos incomode bastante, a habitualidade com que hipotéticos criminosos em películas cinematográficas se referem ao Brasil como um abrigo certo para infratores da lei. Bem, por mais que nos irrite, isto tem sido verdade.

Nos últimos anos, especialmente guerrilheiros das FARC em fuga recebem abrigo no Brasil, quando não, empregos e outras benesses. O marxismo é uma causa universal e todos os que trabalham – honesta ou desonestamente – em favor da causa, têm seus delitos classificados como “em prol da causa”.

No Brasil de Lulla, foi criada uma comissão visando identificar e ressarcir os prejuízos que os comunistas, esquerdistas ou peto-lulistas envolvidos em ações contra os governos militares tenham incorrido. Em nome disto, estamos pagando extraordinários salários a gente que perdeu muito pouco durante aqueles anos.

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Agora, estamos nos defrontando com a libertação de um assassino, julgado e condenado na Itália por 4 mortes de pessoas inocentes. O STF, tão cioso de seus poderes e com ingerências às vezes políticas, com a maioria de seus membros indicada pelo ex-presidente (?), encaminhou a questão, objeto de um Tratado de extradição com a Itália, para Lulla, que decidiu libertá-lo, o que foi feito ontem.

Obviamente, o governo italiano protesta contra a decisão porque viola o Tratado entre os dois países. Como Cesare Battisti, o condenado, era membro atuante da organização Proletários Armados pelo Comunismo (coincidentemente, o ‘PAC’) é, para Lulla e o governo em curso, alguém que trabalhou pela causa. Não importa que a Itália reaja, nem mesmo que leve a questão à Corte de Haia.

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O que os petistas não admitem é que seja punido alguém “cumpanheiro” que trabalha pela causa. O princípio é antigo e hoje abriga, até mesmo, dilapidadores do Tesouro, desde que uma parte do saque se destine ao Partido.

*PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

Fonte da Imagem: Wikipédia

Veja em Publicações do IL:

‘A lei e a ordem’

Autor: Ralf Dahrendorf

‘Seu ponto de partida é o terror em nossas ruas e as brigas nos campos de futebol, mas ele aborda também questões como a desorientação da juventude, o desemprego e as fissuras no sistema partidário. Em outras palavras, este é um livro sobre ordem social e liberdade.

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