Consumismo é Keynesianismo

STEVEN HORWITZ* Uma das falácias econômicas mais perniciosas e difundidas é a de que o consumismo é a chave para uma economia saudável. Esta crença é uma herança do equivocado pensamento keynesiano. A produção, não o consumo, é a origem da riqueza. Se quisermos uma economia saudável, precisamos criar as condições pelas quais os produtores […]

STEVEN HORWITZ*

estêncil anticonsumismoUma das falácias econômicas mais perniciosas e difundidas é a de que o consumismo é a chave para uma economia saudável. Esta crença é uma herança do equivocado pensamento keynesiano. A produção, não o consumo, é a origem da riqueza. Se quisermos uma economia saudável, precisamos criar as condições pelas quais os produtores possam continuar com o processo de criação de riqueza para que outros consumam, e pelas quais as famílias e as empresas possam fazer poupança necessária para financiar essa produção.

  • A riqueza se cria através de atos de produção que reorganizam recursos sob formas às quais as pessoas dão mais valor do que a soluções alternativas.
  • Estes atos são financiados pela poupança que as famílias fazem ao evitarem o consumo.
  • Pôr mais recursos nas mãos dos consumidores através de programas de estímulo do governo resulta em fracasso exatamente porque a riqueza terá que vir, no final, dos produtores.
  • Isto é óbvio quando os gastos são financiados pelos impostos, mas também vale para gastos deficitários e inflação.
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Antes da revolução keynesiana, a crença generalizada entre os economistas era a de que a produção era a fonte da demanda e que estimular a poupança e a produção era a forma de gerar crescimento econômico.

Graças ao keynesianismo, o foco da política macroeconômica e do desenvolvimento econômico passou a ser a manipulação dos elementos da renda total (consumo, investimentos e gastos governamentais). Foi o sistema teórico dos keynesianos que levou ao desenvolvimento das estatísticas de renda nacional e que, implicitamente, servem de base aos argumentos para o aumento de consumo.

Por mais de 150 anos os defensores da economia de mercado viram o consumo como um destruidor de riqueza e a poupança e a produção como criadoras de riqueza. Jamais argumentaram que “estimular o consumo” era o caminho para a prosperidade.

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* Catedrático de Economia da cadeira Charles A. Dana. Universidade de St. Lawrence.

Fonte: Steven Horwitz, “Consumerism Is Keynesianism,” Freeman Online, December 9, 2010.

Texto na íntegra:

http://www.thefreemanonline.org/headline/consumerism-is-keynesianism/

* Texto condensado pelo National Center for Policy Analysis – NCPA, organização com base em Dallas, Texas, EUA, voltada para o estudo de problemas econômico-sociais e a busca de soluções que ofereçam alternativas privadas e de economia de mercado para a regulamentação e o controle do governo. Não tem fins lucrativos nem vínculo político-partidário.

 

TRADUÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

fonte da imagem: Wikipédia

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