As FARC e os sequestros

 

ARTHUR CHAGAS DINIZ*

 

As FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia anunciaram que vão suspender o cativeiro a que vêm submetendo militares e policiais. E mais: que não vão mais sequestrá-los.

Alguns dos reféns já estão em cativeiro há mais de 10 (dez) anos e quem leu o livro da senadora Ingrid Betancourt sabe os enormes sacrifícios e dor a que são submetidos os presos sequestrados. Sacrifícios físicos e morais.

A decisão das FARC não significa seu abandono de práticas criminosas. Mesmo não conhecendo a divisão das origens de seus recursos (resgate e tráfico de drogas) ainda não se sabe se a desistência de sequestrar militares vai se estender a reféns civis.

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Os bandoleiros contam com a ajuda brasileira para transportar os militares e policiais que vão devolver à sociedade colombiana. É natural que assim o façam. Muito antes de angariarem “prestígio” internacional como bandidos e seqüestradores, as FARC já eram reconhecidas pelo PT como insurgentes e representantes da Colômbia nos diversos “Foro de São Paulo”, como se dignitários daquela nação fossem.

O Brasil, igualmente, abriga alguns auto-exilados colombianos, ex-soldados das FARC, a quem abriga e alimenta. Um militante das FARC seria, no fundo, a realização de um petista, caso não tivessem os petistas conquistado o poder através das eleições de Lulla e, posteriormente, Dilma Rousseff.

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* PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

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