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A dificuldade de aprender

ARTHUR CHAGAS DINIZ*

Quando os governantes procuram instituir em seus países os modelos idílicos, como tem ocorrido na maior parte dos países europeus, são, de tempos em tempos, confrontados com a realidade. Algumas populações reconhecem os sintomas antes da ocorrência das crises; outras, só depois da ocorrência.

E na maioria das vezes, como foram (e estão) beneficiárias de gastos excessivos do Estado, especialmente no elevado número de atividades entregues ao Estado, no número e remuneração de funcionários públicos, e na remuneração de aposentados e pensionistas, já é tarde. Não têm como pagar os custos das dívidas assumidas e precisam da ajuda internacional.

Espanha, Portugal e Grécia são exemplos mais evidentes de que “quando acaba o dinheiro, acaba o socialismo”. É impossível conviver em um mundo globalizado com gigantescos custos de pessoal, baixa produtividade estatal e empresas públicas ineficientes obrigadas a concorrer.

O Estado socialista minimiza e despreza a medição da eficiência como se ela tratasse de criar castas: os eficientes e os ineficientes. É intolerável para os socialistas estabelecer salários ou ganhos diferentes marcados por maior ou menor eficiência dos prestadores de serviços.

Não faz muitos anos, governos como os dos países latino-americanos (ex Chile, Peru e Colômbia) se gabavam de resistir à Crise de 2008 porque o mercado não era o seu timão. Agora, estamos assistindo à débâcle de países europeus que terão que privatizar estatais, sob pena de não fazerem jus à ajuda dos vizinhos europeus.

É a Economia, estúpido!

*PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

Fonte da Imagem: Alzagaia

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