NFL – 59º mês – 250 anos da publicação de A Riqueza das Nações

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Instituto Liberal, o Instituto Liberal do Nordeste, Instituto Libercracia, a Sociedade Tocqueville, o Instituto Escafandristas e o Students For Liberty-Brasil, em parceria, utilizando as ferramentas que as redes sociais nos proporcionam, organizam reuniões virtuais, integralmente abertas ao público, para debater textos dos mais importantes autores nacionais e internacionais dentro do espectro liberal. O nome do projeto é “Núcleo de Formação Liberal” (NFL).

A intenção do projeto é que os debates e reflexões se concentrem o mais exclusivamente possível na obra dos autores, para qualificar a formação do pensamento de nossos ativistas e lideranças nos diversos setores da sociedade. Todas as reuniões são baseadas em trechos ou capítulos de obras, previamente divulgados. Um ou dois relatores se encarregam de fazer uma explanação a respeito dos trechos selecionados, seguida de um debate com apontamentos dos representantes dos institutos responsáveis pela iniciativa e a participação do público.

Depois de Friedrich Hayek, Joaquim Nabuco, Edmund Burke, Roberto Campos, Ludwig von Mises, José Guilherme Merquior e Thomas Sowell (ao longo de 2020), além de um encontro de revisão em janeiro, estudamos em 2021 Ayn Rand, Antonio Paim, Murray Rothbard, Ubiratan Borges de Macedo, José Ortega y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, John Stuart Mill, Tavares Bastos, Milton Friedman e Rui Barbosa. Em 2022, foram abordados John Locke, Visconde do Uruguai, Adam Smith, Frei Caneca, Alexis de Tocqueville, Miguel Reale, Henry David Thoreau, a presença do liberalismo na Independência do Brasil e Hans-Hermann Hoppe e Eugênio Gudin. Em 2023, estudamos os livros “Evolução Histórica do Liberalismo” e “História do Liberalismo Brasileiro”, os temas “Constitucionalismo” e “Positivismo”, Carlos Lacerda, os Fundadores do Instituto Liberal, Frédéric Bastiat, Benjamin Constant, Raymond Aron e Isaiah Berlin. Na temporada de 2024, estudamos o tema “História do autoritarismo no Brasil”, a Constituição brasileira de 1824, as distopias, Karl Marx, David Hume, Immanuel Kant e o tema “Socialismo Utópico”, Ricardo Vélez Rodríguez, Russell Kirk e Winston Churchill. A temporada de 2025 abordou Roger Scruton, Silvestre Pinheiro Ferreira, Ives Gandra Martins, Douglass North, Luiz Alberto Machado, Mário Guerreiro, Madame de Staël, Gertrude Himmelfarb, Ubiratan Iorio e D. Pedro II. Abrindo a temporada de 2026, o encontro de fevereiro estudou Max Weber, e, neste mês de março, estudamos o clássico A Riqueza das Nações, de autoria de Adam Smith, que completou, no dia 9, o marco de seus 250 anos de publicação.

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25/03 – A Riqueza das Nações (Adam Smith) – 19h


O encontro reuniu Lucas Berlanza (Instituto Liberal), João Martins (Instituto Escafandristas e Students For Liberty Brasil) e os relatores convidados Luiz Alberto Machado e Alex Catharino, que também integram o Conselho Superior do Instituto Liberal. O primeiro relator fez uma apresentação ressaltando as principais ideias contidas no clássico smithiano, que foi considerado um alicerce do desenvolvimento da ciência econômica como campo autônomo de investigação, ao passo que o segundo delineou as repercussões práticas e as influências diretas da obra, tanto em seu tempo quanto nas gerações posteriores de liberais e conservadores.

Luiz Alberto Machado inscreveu Adam Smith no contexto do alvorecer da Revolução Industrial, enfatizando que a ideia principal do seu trabalho foi demonstrar que a riqueza de uma nação não se deduz da quantidade de metais preciosos de que dispõe, mas do volume do que consegue produzir ou amealhar através do comércio internacional. O fator fundamental para isso seria o trabalho, principalmente quando dividido e especializado. Delineou também as atribuições do Estado admitidas por Adam Smith, que seriam a defesa externa, a manutenção da justiça interna e a realização de obras que a iniciativa privada considerasse investimentos desinteressantes dado o prazo de retorno, entre elas a educação – não necessariamente estando o Estado na posição de gestor das escolas.

Por sua vez, Alex Catharino, depois de uma breve narrativa sobre a trajetória do livro e suas relações com a outra obra clássica de Smith, Teoria dos Sentimentos Morais, mostrou como políticos britânicos dos séculos XVIII e XIX, bem como muitos entre os pais fundadores e primeiros presidentes dos Estados Unidos, incorporaram aspectos mais ou menos amplos das observações constantes da obra de Smith em suas ações públicas. Discorreu também sobre a recepção do clássico na França e no Brasil, bem como entre grandes autores do século XX. Na fase interativa, além de se aprofundar a discussão sobre a relevância da obra, abordaram-se as críticas de muitos libertários rothbardianos ao pensamento de Adam Smith.

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