NFL – 64º mês – Juscelino Kubitschek e o desenvolvimentismo

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Instituto Liberal, o Instituto Liberal do Nordeste, Instituto Libercracia, a Sociedade Tocqueville, o Instituto Escafandristas e o Students For Liberty-Brasil, em parceria, utilizando as ferramentas que as redes sociais nos proporcionam, organizam reuniões virtuais, integralmente abertas ao público, para debater textos dos mais importantes autores nacionais e internacionais dentro do espectro liberal. O nome do projeto é “Núcleo de Formação Liberal” (NFL).

A intenção do projeto é que os debates e reflexões se concentrem o mais exclusivamente possível na obra dos autores, para qualificar a formação do pensamento de nossos ativistas e lideranças nos diversos setores da sociedade. Todas as reuniões são baseadas em trechos ou capítulos de obras, previamente divulgados. Um ou dois relatores se encarregam de fazer uma explanação a respeito dos trechos selecionados, seguida de um debate com apontamentos dos representantes dos institutos responsáveis pela iniciativa e a participação do público.

Depois de Friedrich Hayek, Joaquim Nabuco, Edmund Burke, Roberto Campos, Ludwig von Mises, José Guilherme Merquior e Thomas Sowell (ao longo de 2020), além de um encontro de revisão em janeiro, estudamos em 2021 Ayn Rand, Antonio Paim, Murray Rothbard, Ubiratan Borges de Macedo, José Ortega y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, John Stuart Mill, Tavares Bastos, Milton Friedman e Rui Barbosa. Em 2022, foram abordados John Locke, Visconde do Uruguai, Adam Smith, Frei Caneca, Alexis de Tocqueville, Miguel Reale, Henry David Thoreau, a presença do liberalismo na Independência do Brasil e Hans-Hermann Hoppe e Eugênio Gudin. Em 2023, estudamos os livros “Evolução Histórica do Liberalismo” e “História do Liberalismo Brasileiro”, os temas “Constitucionalismo” e “Positivismo”, Carlos Lacerda, os Fundadores do Instituto Liberal, Frédéric Bastiat, Benjamin Constant, Raymond Aron e Isaiah Berlin. Na temporada de 2024, estudamos o tema “História do autoritarismo no Brasil”, a Constituição brasileira de 1824, as distopias, Karl Marx, David Hume, Immanuel Kant e o tema “Socialismo Utópico”, Ricardo Vélez Rodríguez, Russell Kirk e Winston Churchill. A temporada de 2025 abordou Roger Scruton, Silvestre Pinheiro Ferreira, Ives Gandra Martins, Douglass North, Luiz Alberto Machado, Mário Guerreiro, Madame de Staël, Gertrude Himmelfarb, Ubiratan Iorio e D. Pedro II. Em 2026, estudamos Max Weber,  A Riqueza das Nações e John Maynard Keynes, os 200 anos do Parlamento brasileiro, os direitos humanos e os 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América. Neste mês de agosto, estudamos Juscelino Kubitschek (1902-1976) e o desenvolvimentismo brasileiro.

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28/08/2026 – Juscelino: uma crítica ao desenvolvimentismo (Lucas Berlanza e Antônio Claret Jr.), LVM Editora, cap. 3, 7 e 8 – 19h

O encontro reuniu Lucas Berlanza (Instituto Liberal) e João Costa (Instituto Escafandristas e Students For Liberty Brasil), tendo o primeiro assumido a relatoria do encontro com base no livro que escreveu em coautoria com Antônio Claret Jr. a respeito do presidente brasileiro da década de 50. A ideia foi apresentar brevemente a biografia do político mineiro e da agenda ideológica e programática que representou como mandatário, o desenvolvimentismo.

Descrevendo a trajetória de Juscelino Kubitschek desde sua formação como médico, desenvolvendo já na juventude a percepção do peso das grandes distâncias e demandas infraestruturais do interior brasileiro, até a morte em acidente de automóvel até hoje objeto de controvérsias, a relatoria expôs Juscelino como um personagem que se autocompreendia como sendo principalmente um defensor da democracia. Entretanto, também destaca como ele acreditava que o Estado deveria ser o protagonista do desenvolvimento socioeconômico mediante uma industrialização acelerada, o que constitui exatamente o conceito de desenvolvimentismo.

A exposição prosseguiu com uma exposição sintética das bases do pensamento econômico do estruturalismo cepalino e das teorias sociais dos intelectuais do Instituto Superior de Estudos Brasileiros, que concederam na época o substrato conceitual para a agenda desenvolvimentista de Juscelino. Na fase interativa, discutiu-se, entre outras questões, a perpetuação de ideias desenvolvimentistas no contexto do Brasil atual.

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