NFL – 60º mês – John Maynard Keynes

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Instituto Liberal, o Instituto Liberal do Nordeste, Instituto Libercracia, a Sociedade Tocqueville, o Instituto Escafandristas e o Students For Liberty-Brasil, em parceria, utilizando as ferramentas que as redes sociais nos proporcionam, organizam reuniões virtuais, integralmente abertas ao público, para debater textos dos mais importantes autores nacionais e internacionais dentro do espectro liberal. O nome do projeto é “Núcleo de Formação Liberal” (NFL).

A intenção do projeto é que os debates e reflexões se concentrem o mais exclusivamente possível na obra dos autores, para qualificar a formação do pensamento de nossos ativistas e lideranças nos diversos setores da sociedade. Todas as reuniões são baseadas em trechos ou capítulos de obras, previamente divulgados. Um ou dois relatores se encarregam de fazer uma explanação a respeito dos trechos selecionados, seguida de um debate com apontamentos dos representantes dos institutos responsáveis pela iniciativa e a participação do público.

Depois de Friedrich Hayek, Joaquim Nabuco, Edmund Burke, Roberto Campos, Ludwig von Mises, José Guilherme Merquior e Thomas Sowell (ao longo de 2020), além de um encontro de revisão em janeiro, estudamos em 2021 Ayn Rand, Antonio Paim, Murray Rothbard, Ubiratan Borges de Macedo, José Ortega y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, John Stuart Mill, Tavares Bastos, Milton Friedman e Rui Barbosa. Em 2022, foram abordados John Locke, Visconde do Uruguai, Adam Smith, Frei Caneca, Alexis de Tocqueville, Miguel Reale, Henry David Thoreau, a presença do liberalismo na Independência do Brasil e Hans-Hermann Hoppe e Eugênio Gudin. Em 2023, estudamos os livros “Evolução Histórica do Liberalismo” e “História do Liberalismo Brasileiro”, os temas “Constitucionalismo” e “Positivismo”, Carlos Lacerda, os Fundadores do Instituto Liberal, Frédéric Bastiat, Benjamin Constant, Raymond Aron e Isaiah Berlin. Na temporada de 2024, estudamos o tema “História do autoritarismo no Brasil”, a Constituição brasileira de 1824, as distopias, Karl Marx, David Hume, Immanuel Kant e o tema “Socialismo Utópico”, Ricardo Vélez Rodríguez, Russell Kirk e Winston Churchill. A temporada de 2025 abordou Roger Scruton, Silvestre Pinheiro Ferreira, Ives Gandra Martins, Douglass North, Luiz Alberto Machado, Mário Guerreiro, Madame de Staël, Gertrude Himmelfarb, Ubiratan Iorio e D. Pedro II. Em 2026, estudamos Max Weber,  A Riqueza das Nações e, neste mês de abril, a vida e obra de John Maynard Keynes (1883-1946).

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30/04 – The Essential Keynes (Penguin books, organizado por Robert Skidelsky), Keynes x Hayek: A origem e a herança do maior duelo econômico da história (Nicholas Wapshott, Record), Viagem pela Economia, p. 178-187 (Luiz Alberto Machado, Fundação Espaço Democrático) – 19h

O encontro reuniu Lucas Berlanza (Instituto Liberal), Paulo Resende (Instituto Escafandristas) e os professores Ronald Hillbrecht e Luiz Alberto Machado, tendo os dois últimos assumido a relatoria. A intenção foi fazer uma apresentação tão objetiva quanto possível sobre o economista que exerceu enorme influência no século XX, estimulando uma atuação maior do Estado na atividade econômica e despertando amores e ódios. A meta foi afastar-se tanto de uma apresentação hagiográfica quanto de um desfile de caricaturas.

Os relatores apresentaram Keynes como um autor que viveu em uma época de Estados menores e cuja teoria, ensejando uma intervenção estatal para combater o desemprego em cenários de crise, mediante, principalmente, manipulações da tributação, redução de taxas de juros e estímulo a obras públicas, precisa ser compreendida em seu contexto. Demonstrou-se o anticomunismo de Keynes, apesar de suas referências elogiosas a estudos dos socialistas fabianos britânicos desenvolvidos acerca do socialismo soviético.

Enfocou-se a dificuldade de enquadrar Keynes em uma grande categoria, como o conservadorismo (apesar de seus elogios a Edmund Burke), o socialismo ou a social-democracia (apesar de ele defender um Estado maior do que os liberais, tanto clássicos quanto sociais) ou o liberalismo (apesar de ele considerar que, reformulado, o Partido Liberal era a plataforma política mais positiva da Inglaterra). Discutiram-se as críticas de economistas austríacos e da Escola de Chicago às ideias keynesianas e a radicalização dos postulados keynesianos por parte de seus sucessores, bem como as sofisticadas reflexões do autor sobre a paz no período entreguerras.

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