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A ‘Wally de quepe’

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Dilma virou o nosso Wally. Aécio Neves quer saber onde ela está. Eu também quero. Os pagadores de impostos idem. Certamente se escondeu em algum lugar do Palácio do Planalto, cercada de assessores em quem ela pode descarregar aquela sua educação costumeira sem ser contestada. Tirando a execução do traficante preso na Indonésia, a presidente não apareceu para dizer uma palavra sobre o aumento de impostos, a falta de energia, a revisão de benefícios trabalhistas, entre outras medidas que configuram seu novo governo como o maior estelionato eleitoral da história brasileira.

A biografia da presidente é recheada de momentos escondidos e clandestinos. A única coisa que mudou da época da ditadura até aqui foi que o assaque e o assalto ao cofre do Adhemar de Barros se transformou no assaque e no assalto ao bolso dos contribuintes. Tudo continua sendo planejado nos porões. Tudo continua sendo arquitetado pelos companheiros. Antes, na calada da noite; agora, em meio a um apagão que atingiu metade do país.

Em 2014, entretanto, quando podia fazer o diabo, Dilma, orientada pela marquetagem, deixou Wally de lado. Ao contrário do silêncio de agora, no dia do trabalho ela apareceu toda pimpona para anunciar, usando a rede nacional de rádio e TV, um esquálido e oportunista aumento de 10% no Bolsa Família. O reajuste, insuficiente para comprar um saco de arroz, fazia parte do pacote de bondades do governo.

E não ficou por aí. Durante a campanha eleitoral fomos apresentados a uma senhora de “coração valente”, muito maquiada, muito caseira, muito habilidosa em fazer macarrão, que falava de um Brasil cujo porftólio petista dava a impressão de ser sólido e pronto para o futuro. Durante o futuro que se seguiu ao portfólio petista, vimos que o coração valente não resistia a alma hipócrita, que a maquiagem se decompôs com o banho de realidade, que a casa estava desarrumada e que a boa macarronada era uma papa. E com tudo isso, Wally voltou.

O sumiço de Dilma na exata hora em que o Brasil enfrenta sua pior situação desde Collor, mostra que ela jamais esteve qualificada para o cargo que ocupa e o que o país está mais perdido que o dinheiro surrupiado do cofre de Adhemar de Barros. Assim como o personagem de Martin Hadford, que se tornou notório por se esconder dos leitores, Dilma, a Wally que trocou o gorro vermelho e branco por um quepe camuflado da guerrilha, faz fama ao se esconder dos eleitores.

PS 1 – Confiram Dilma fazendo uma macarronada e cuidando da casa
PS 2 – Confiram Dilma anunciando que os Brasileiros que recebem Bolsa Família vão ganhar dinheiro suficiente para não poder comprar nem um saco de arroz.

Guilherme Macalossi

Guilherme Macalossi

Bacharel em Direito pela UCS e estudante de jornalismo na UNISINOS. É apresentador do programa Confronto, na Rádio Sonora FM

Um comentário em “A ‘Wally de quepe’

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    26/01/2015 em 3:07 am
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    Wally esteve bem visível e até sorridente usando uma manta boliviana… Certamente não esteve muda lá nos folguedos com Evo e na brincadeira de levantar o punho esquerdo, cerrado, junto com Madurito e outros.. Lá está em casa e se materializa. Aqui, seus eleitores elegeram um fantasma que se esquiva.. mas que levará nós todos a conviver com assombrações rondando nossa vida neste ano e nos próximos.. tal como seu ministro pedindo a deus que prove sua nacionalidade.. Só faltou convocar o povo pra uma dancinha.. STF volta dia 3. Carnaval um pouquinho depois.. e daí? É o que fico pensando.. e daí?

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