Uma luz no fim do túnel

trem

Esta quarta-feira, dia 7 de outubro, foi um dia histórico e poderá marcar o começo oficial da derrocada do lulopetismo. A rejeição pelo TCU, por unanimidade, das contas do governo Dilma, comprovando as “pedaladas fiscais” em escala trilionária, abre espaço para o processo de impeachment da presidente.

A tentativa golpista do governo, de escalar três ministros para tentar impedir a votação, algo sem precedentes no país, aumentou a importância da derrota, que acaba mais politizada ainda. O governo tenta desqualificar a decisão como “apenas um parecer”, mas o clima no Planalto mostra algo bem diferente: a tensão antecipa a casa que cai.

Dilma, como de praxe no PT, ataca um eventual “golpismo” da oposição, falando inclusive em “fair play” em sua metáfora olímpica. Os derrotados deveriam aceitar o resultado do jogo, e reconhecer que os vencedores chegaram ao pódio com muito esforço. A cara de pau daquela responsável pelo maior estelionato eleitoral da história deste país continua impressionante!

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Vamos falar de “fair play” então? Onde encaixar as próprias “pedaladas fiscais” nesse conceito de jogo limpo? Onde alocar o abuso da máquina estatal pelo governo durante a campanha? Como aceitar as mentiras todas, a campanha de terror, os golpes baixos, dentro da ideia de conduta esportiva? É esse o conceito que o PT tem de “fair play”?

Piada! Se há uma coisa que o PT jamais soube fazer foi jogar dentro das regras do jogo limpo democrático. O partido está disposto a “fazer o diabo” para chegar e ficar no poder, custe o que custar. E como custa caro! Mais de dois trilhões de reais, para começo de conversa. Dilma é, como diz Joice Hasselmann, a mulher mais cara do país. Pode não valer muito, mas como custa caro!

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E a presidente diz, agora, que enxerga uma “luz no fim do túnel” na economia. A única luz no fim do túnel, caso ela continue no poder, é a de um trem-bala em alta velocidade vindo de encontro ao país, para destruí-lo de vez. Já se o processo de impeachment tiver mesmo continuidade, o que ontem ganhou mais força, aí sim poderemos ver uma luz no fim do túnel, rumo à liberdade e ao retorno do crescimento econômico.

Ou Dilma e o PT saem do poder, ou o Brasil será mesmo massacrado.

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Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Presidente do Conselho do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium (IMIL). Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), com MBA de Finanças pelo IBMEC. Constantino foi colunista da Veja e é colunista de importantes meios de comunicação brasileiros como os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Conquistou o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, realizado em 2009. Tem vários livros publicados, entre eles: "Privatize Já!" e "Esquerda Caviar".

9 comentários em “Uma luz no fim do túnel

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    08/10/2015 em 3:24 pm
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    Por enquanto ela vê a luz no fim do túnel. Logo mais vai ouvir o apito.

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      12/10/2015 em 3:34 pm
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      KKKKKKKKKKKKKKKKK.BOA

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    08/10/2015 em 2:30 pm
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    Rodrigo, quero saber : “dá bilhão” ???

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    08/10/2015 em 2:13 pm
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    A luz no fim do túnel de dilma é a experiência de quase morte – eqm -dela. Dilma seu tempo como presidente está quase no fim.

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    08/10/2015 em 1:30 pm
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    Até que enfim, alguma instituição tomou coragem e tomou uma atitude acertada! Agora o povo precisa pressionar, mais do que nunca, para que o cretino Renan Calheiros leve o parecer adiante, para que finalmente aconteça o impeachment da mulher sapiens mais cara do mundo.

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    08/10/2015 em 11:58 am
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    Grande Rodrigo, estou aqui para desejar-lhe sucesso e acompanhá-lo neste novo canal, do qual já sou leitor assíduo.
    Vamos divulgar e torcer para que o Brasil deixe de ser “rabo de sardinha”.

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    08/10/2015 em 11:23 am
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    Rodrigo, gostaria de lhe informar que nunca dependi de Veja para lhe acompanhar. Desde o blog anterior já lia as suas ótimas análises. Sou muito grato pelas suas contribuições e especialmente pelas indicações de bons livros. Continue o bom trabalho.

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    08/10/2015 em 10:55 am
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    Caro Rodrigo,
    O TCU merece todos os aplausos por essa histórica decisão.
    Acredito que não haverá mais peladas fiscais no Brasil.

Fechado para comentários.