Um Pezão no traseiro da Lei de Responsabilidade Fiscal

Fonte: GLOBO
Fonte: GLOBO

A reação de Pezão à rejeição unânime pelo TCU das contas do governo Dilma, após as “pedaladas fiscais” de mais de R$ 2 trilhões, demonstram toda a pequenez moral do governador do Rio de Janeiro, apesar de seu grande tamanho físico. De olho na parceria com o PT para o ano que vem e na defesa de suas próprias irresponsabilidades na gestão do estado, Pezão quer simplesmente enfiar o enorme pé na jaca e chutar o pau da barraca, rasgando, com o eufemismo de “flexibilizar”, a responsabilidade fiscal:

Se estão fazendo isso com a presidência da república, imagina o que vai vir daí para baixo. […] Temos aspectos da LRF que precisam ser discutidos. Se não for feito isso, não sobrará nenhum gestor nesse país. É preciso aprovar uma lei no congresso para isso. Já conversei sobre isso umas dez vezes o Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados) e umas oito vezes com o Renan (presidente do Senado).

Como assim?! Então o governador está afirmando que é impossível cumprir uma lei que exige responsabilidade nas contas públicas? Então ele acha que governos não precisam ou não conseguem gastar menos do que arrecadam? Só lembrando que a lei já era frouxa, pois não exigia superávit nominal, o que seria o correto, já que juros também são gastos.

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Ainda assim, governos populistas se mostraram incapazes de agir com um mínimo de responsabilidade, pegaram as bonanças temporárias do petróleo e gastaram por conta, comprando apoio político, e agora que quebraram o país e vários estados querem simplesmente jogar no lixo a Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos mais importantes pilares do Plano Real que domou a inflação?

A fala de Pezão, assim como sua conduta, é irresponsável, fomenta o populismo, defende governos perdulários. Se ele fosse um consultor financeiro, seria do tipo que diz ao cliente que ele não precisa se preocupar com os rombos orçamentários, pois sempre existirá um agiota disposto a lhe emprestar dinheiro. É um espanto!

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Se Pezão resolveu dar um chute na responsabilidade fiscal, então é ele quem merece levar um chute no traseiro e ser banido da vida pública. O Brasil já cansou de governantes irresponsáveis que tratam os recursos públicos como “dinheiro da viúva”, sem dono, como se pudessem simplesmente torrar os nossos impostos como se não houvesse amanhã. Chega!

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Presidente do Conselho do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium (IMIL). Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), com MBA de Finanças pelo IBMEC. Constantino foi colunista da Veja e é colunista de importantes meios de comunicação brasileiros como os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Conquistou o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, realizado em 2009. Tem vários livros publicados, entre eles: "Privatize Já!" e "Esquerda Caviar".

3 comentários em “Um Pezão no traseiro da Lei de Responsabilidade Fiscal

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    09/10/2015 em 1:55 pm
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    Fico pensando como estes caras administram as contas particulares… Muito provavelmente não é como administram o governo.

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      10/10/2015 em 7:48 am
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      Administram com o nosso dinheiro. Aí fica fácil.

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    09/10/2015 em 11:02 am
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    Esse Pezão é um irresponsável. Qualquer indivíduo, empresa ou governo tem que respeitar os limites orçamentários, ou seja, receitas = despesas.

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