Testemunho aos amigos

Quem me conhece sabe que não gosto de me expor ou comprar uma briga facilmente, mas hoje decidi quebrar meu silêncio, fazer um testemunho aos meus amigos e arcar com as consequências dessa exposição.

Como muitos de vocês sabem, estou vivendo uma experiência única na minha vida pessoal e profissional. Assumi há quase 1 ano um cargo de confiança no Ministério da Economia (sem qualquer indicação ou conhecimento político). Foi uma escolha técnica, mediante processo seletivo com apresentação de currículo e entrevista presencial com o futuro chefe.

Estava em excelente fase da minha carreira profissional, na iniciativa privada, o que fez com que essa decisão tenha sido muito questionada por colegas de trabalho, amigos e familiares. Afinal de contas, essa decisão impôs diversas restrições em minha vida, como a ausência do lar e do dia a dia com meus filhos e minha esposa, além da redução drástica da minha remuneração. Contudo, acredito que não se deve questionar quando um desafio desse porte nos é apresentado: simplesmente aceita-se com orgulho e gratidão. É aquele sentimento de que precisamos fazer algo para mudar, fazer a diferença.

Assim, posso transmitir de forma isenta o que de fato acontece em Brasília. E o que vejo em primeira mão é uma realidade totalmente diversa do que escuto e leio na mídia. Fico extremamente desapontado ao ver pessoas do meu convívio postando coisas indignadas sobre o Presidente da República ou o atual Governo, disparando ofensas pessoais entre si, deixando de falar até mesmo com familiares e se afastando uns dos outros. Observo, sem entender, a mudança de opinião de jornalistas amigos sobre a pessoa do Presidente como que para defender a classe. É como se estivéssemos cercados por um barulho enorme onde se grita para ganhar um argumento enquanto a realidade de fato é ignorada.

Acreditem: o Brasil está tendo uma oportunidade única neste Governo.

Estamos vivendo um período de mudança drástica na forma de se gerir o Executivo. O meu caso particular está longe de ser uma exceção. Considerando-se o que se vivia no Brasil até um passado muito recente, é quase um milagre estar cercado por um grupo de profissionais da mais alta qualidade que, em sua grande maioria, não precisa do cargo para viver, não possui ou defende interesses políticos e não depende do salário de servidor para pagar suas contas. Essa liberdade e independência não tem preço e ninguém pode nos tirar. Também não posso deixar de mencionar a qualidade técnica do time da casa, servidores públicos de carreira que, independentemente do partido que defendem, alçaram-se a novos cargos nesse Governo em virtude apenas de sua competência. Antes eram achatados em cargos sem importância ou mecânicos, pois os comandos eram ocupados por indicações políticas sem qualquer critério baseado em meritocracia.

Falo, sem medo de parecer piegas, que o ar que se respira em Brasília é o da mudança. Também falo, sem qualquer dúvida, que esse desejo de mudança vem causando muito desconforto e insatisfação em vários segmentos da sociedade, principalmente na classe política. A pressão para voltar tudo a como era antes é diária (sem exagero!). Contudo, nas nossas conversas, costumamos dizer que, se não for para fazer o certo, voltaremos para nossa zona de conforto, nossas profissões, nossas empresas, nossas esposas/maridos, nossos filhos, cachorros, gatos, amigos, bairro, cidade… seria praticamente um favor à nossas famílias retornar para o status quo ante.

Então esse esforço tem que valer a pena. Isso tudo por uma causa, um ideal, por conta de um projeto, para cumprir com um único objetivo, ajudar o país a entrar nos eixos novamente, fazer a coisa certa, sem espaço para bandalheiras, esquemas, mensalão, petrolão, centrão, troca de cargos, favores, mordomias do poder, etc.

Sou testemunha de que todo esse jogo do Poder que existe desde o começo da República acabou.

O jogo que se joga agora é outro! Repetidamente, quase que diariamente, escutamos dos nossos Ministros e superiores novas verdades, quase que mantras, que permeiam nossas atitudes no serviço público, como “estamos aqui para servir ao povo e não para o povo nos servir”, “precisamos reduzir o tamanho do Estado para que ele cumpra o seu verdadeiro papel”, “o Estado não é empresário”, “não podemos deixar o Estado no cangote do cidadão”, “precisamos reduzir os gastos do Governo”.

O exemplo vem de cima. Aliás, que time de Ministros, Secretários Especiais e Secretários nós temos!  Se estivéssemos na iniciativa privada, essa empresa valeria muito somente pelo calibre de seus executivos. O mais incrível de tudo isso é ver essa gente trabalhando pela paixão em servir ao nosso país e querer mudar o rumo das coisas.

Tenho muito orgulho de fazer parte desse time e serei eternamente grato por tudo que tenho aprendido e passado em Brasília. Independentemente do partido político ou ideologia, e se fosse possível, claro, convidaria cada um dos meus amigos para passar um dia em Brasília e ver com os próprios olhos o que realmente está acontecendo, a verdade sobre os fatos. E não aquilo que é transmitido, propagado e reverberado por picuinha e posicionamento político-ideológico.

Muito já foi feito desde janeiro de 2019. O trabalho é intenso. No mínimo 12 horas por dia, mas ainda tem muito a ser feito. As próximas reformas estão aí. Algumas já enviadas ao Congresso e outras no forno para sair.

Passados esses dias de incertezas, angústias e isolamento por conta do Covid-19, precisamos juntos apoiar esse plano de governo, que é apartidário e que, com toda certeza, vai fazer com que o Brasil volte a crescer e prosperar.

Aos amigos que fazem oposição ao governo, tenham paciência e não torçam para as coisas darem errado. Por favor! Quando vejo vocês torcendo para o caos se instalar novamente, fico desanimado e penso até em desistir, pois não tem sido fácil lidar com essa torcida contra frente ao esforço e doação que estamos vivendo… Estejam certos que se tudo der errado e as coisas retornarem a ser como eram antes, será o mais fácil para mim pessoalmente, mas pior para todos como sociedade, como país!

Em 2022 teremos eleições e estejam certos de que o próximo presidente, seja ele quem for, encontrará um Brasil bem melhor, no prumo e principalmente com as contas equilibradas e sem corrupção.

Espero que, ao ler esse testemunho, aqueles que me conhecem e conhecem todo o meu histórico de vida pensem duas vezes antes de vociferar contra o governo, propagando mentiras e torcendo contra o nosso próprio país de forma masoquista. Estou aberto para debater e mostrar a cada um de vocês o que de fato estamos vivendo fora desse barulho todo.

Entendo que existem diferentes pontos de vista e ideologias. Gosto muito de entender o outro lado, pois sou curioso e sempre aprendo com o debate. Contudo, a propagação de mentiras e a manipulação de informações em troca de benefício próprio ou por preferência pessoal me soa como falta de caráter. E falta de caráter eu não tolero.

*Rafael Bussière trabalha na Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, que faz parte da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados (ME), comandada por Salim Mattar.

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