Raça e Liberdade nos EUA

LIVRO “RACE AND LIBERTY IN AMERICA – The Essential Reader” Autor: Jonathan Bean Desde seu surgimento, o sistema político bi-partidário americano tem sido criticado por polarizar a opinião pública nos EUA. Ao invés de discutir as questões mais importantes do país como as relações raciais, o partidarismo tem quase sempre minado o processo e distorcido […]

LIVRO

RACE AND LIBERTY IN AMERICA – The Essential Reader”

Autor: Jonathan Bean

"Race & Liberty in America"Desde seu surgimento, o sistema político bi-partidário americano tem sido criticado por polarizar a opinião pública nos EUA. Ao invés de discutir as questões mais importantes do país como as relações raciais, o partidarismo tem quase sempre minado o processo e distorcido o resultado. Um grupo de estudiosos, entretanto, recusou-se a ser rotulado por adjetivações tanto conservadoras quanto “liberais”[1] – foram liberais clássicos que moldaram a história do país lutando pelo abolicionismo e por lutas semelhantes como contra a exclusão chinesa, os maus tratos aos nativos americanos, confinamento de japoneses, e a adoção legal de outras segregações raciais como a de Jim Crow. Entretanto, a preocupação da sociedade com a política esquerda-versus-direita encobriu quanto os liberais clássicos foram decisivos para a formação histórica racial e da liberdade nos EUA.

Race and Liberty in America aborda os principais temas da tradição liberal clássica anti-racista de liberdade individual e igualdade [perante a lei], mostrando como essa tradição inspirou indivíduos a melhorarem as relações raciais nos Estados Unidos. Com raízes na tradição judaico-cristã do direito natural, os liberais clássicos advogaram a liberdade do indivíduo sem a interferência do governo, a abolição das leis discriminatórias, a igualdade dentro de um Estado de direito uniforme garantido pela Constituição, e a oportunidade empresarial fundada no princípio da economia de mercado.

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O livro oferece numerosos documentos, desde a Declaração de Independência até a Carta Aberta sobre a Imigração e outras questões, assim como legislação governamental, sermões, plataformas partidárias e discursos que demonstram como o liberalismo clássico estava na frente de luta para mudar a desigualdade racial nos EUA. Cada capítulo aprofunda-se num período específico da história americana, abrangendo desde a Revolução até o presente, e aborda acontecimentos e preocupações mais relevantes. Os comentários reunidos na obra cobrem o movimento antiescravagista, a reconstrução pós-Guerra Civil, a Era Progressista, a era republicana dos anos 1920, a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial, e a era dos direitos civis. Citando americanos influentes tais como Thomas Jefferson, Louis Marshall, Frederick Douglass, e Booker T. Washington, mais aqueles que faltam em outros livros e a partir daí ficaram perdidos na História, Bean mostra a importância do impacto do pensamento clássico liberal nas relações raciais e investiga como ele ajudou a moldar tanto a lei como a opinião pública.

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Sinopse do livro em inglês

Índice

Introduction: Civil Rights and Classical Liberalism

1. Anti-Slavery (1776–1853)

2. The Republican Era (1854–1876)

3. Colorblindness in a Color-Conscious Era (1877–1920)

4. Republicans and Race (1921–1932)

5. The Roosevelt Years (1933–1945)

6. Classical Liberals in the Civil Rights Era (1946–1964)

7. Individualists in an Age of Group Discrimination (1964–Present)

Conclusion: Past, Present, Future

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Index

About the Editor

* Jonathan Bean é o editor da obra. Pesquisador do Independent Institute, Professor de História da Universidade de Illinois do Sul.

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Fonte: The Independent Institute,

Para adquirir o livro: livraria on line do Independent Institute

 

TRADUÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS

 


[1] N.T.: Nos EUA a expressão “liberal” designa os que advogam liberdade de expressão, liberdade política, mas admitem intervenção do governo na economia e a existência do Estado benemerente. Para contrastar com o liberal e o conservador americano, os liberais autodenominaram-se de libertarians. Outra expressão é “liberal no sentido clássico”, já que muitos libertarians margeiam o espectro político do anarquismo.

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