Prefeitura de Novo Hamburgo dá sua versão sobre combate ao coronavírus na cidade

Novo Hamburo corre risco de perder orquestra histórica, alerta secretário.

A Prefeitura de Novo Hamburgo está analisando recurso contra liminar do juiz Daniel Pelegrino Kredens, do Fórum de Novo Hamburgo, que suspendeu repasses à Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, a partir de ação que pede a tranferência dos recursos para a saúde. “A saúde tem sua dotação orçamentária específica e está realizando um ótimo trabalho contra o coronavírus”, diz o secretário municipal de Cultura, Ralfe Cardoso. Ele alerta para o risco da cidade perder sua histórica orquestra caso a decisão não seja revertida. Ele lembra que a orquestra é tombada como patrimônio cutural hamburguense desde 2008 e é mantida pela Administração Municipal desde que foi criada em 1952, então como Banda Municipal.

Os contratos são renovados anualmente por meio do Instituto Arlindo Ruggeri, que administra a orquestra, em um valor total de R$ 625 mil, divididos em dez repasses mensais para manter os 45 profissionais, sendo 33 músicos (o que equivale a uma média de cerca de R$ 1,3 mil por profissional). Este valor é aprovado anualmente pelos próprios vereadores na Lei Orçamentária do Município. “A orquestra faz um belo trabalho com oficinas de música para as crianças na periferia. Além disso, neste momento de pandemia, as atividades não estão suspensas. Os músicos seguem na ativa, inclusive preparando um arranjo que será exibido de forma virtual nas próximas semanas, além de ações no núcleo do Loteamento Kephas, também de forma virtual”, destaca o secretário.

“Recentemente, em parceria com os bombeiros, um músico da orquestra também se apresentou sobre uma escada Magirus para moradores de condomínios residenciais em isolamento domiciliar, levando um pouco de alento neste momento único e de estresse. A ação foi tão emocionante que repercutiu em todo o Estado”, completa. “

Com 68 anos, nossa orquestra é a segunda mais antiga do Estado, atrás apenas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, uma das referências nacionais e internacionais”, compara Ralfe, alertando para o risco de se desmantealar este bem público que é de toda a sociedade.

CORONAVÍRUS

Sobre a atuação de Novo Hamburgo no combate ao coronavírus, o presidente da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Ráfaga Fontoura, destaca que o município foi um dos primeiros do Estado a se mobilizar contra a Covid-19, sendo exemplo gaúcho no combate à pandemia. “Fomos um dos primeiros a criar seu centro de triagem, onde todos os casos suspeitos são atendidos”, completa ele, lembrando que já foram atendidas cerca de 500 pessoas no local desde sua abertura, em 20 de março. Em área anexa ao Hospital Municipal, foi instalada uma ala para internação completamente isolada, com 23 leitos, onde atualmente estão internados cinco pacientes, sendo dois na UTI.

Novo Hamburgo também é uma das poucas cidades do Estado a implantar um centro de convívio para onde moradores de rua e idosos de lares de idosos são encaminhados em caso de necessidade de isolamento. Fontoura esclarece ainda que os casos de coronavírus em Novo Hamburgo estão mais altos justamente em razão das ações contra a pandemia: “Estamos testando mais pessoas, graças a uma parceria com o Laboratório Feevale, que faz até 15 testes por dia para moradores de Novo Hamburgo”, conclui. Novo Hambugo possui 26 casos de coronavírus, dos quais pelo menos metade foram testados na Feevale.

Foto: Secretário Ralde Cardoso.

Instituto Liberal

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