O sistema de poder que resiste à reação institucional

Print Friendly, PDF & Email

Os ministros do STF, tendo Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes nos holofotes, registrados em foto sorridentes depois do escandaloso relatório oriundo da Polícia Federal divulgado por ordem de André Mendonça, são as figuras  mais midiáticas. Essa estrutura de poder se mantém, porém, com uma forma de blindagem complexa bloqueando as possibilidades institucionais de reação.

Os líderes dessa estrutura se postaram fielmente ao “protetor da democracia” em defesa da impunidade. Lula depende dos togados para governar. O presidente da Câmara Hugo Motta se recusa a pautar qualquer agenda que realmente caminhe para desconstruir o edifício autoritário, como a anistia, e se definiu pelo governismo explícito. O silêncio dos dois diz tudo que precisariam dizer.

Deseja receber nossos conteúdos por e-mail?

* indica obrigatório

Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, aparece nas conversas entre Vorcaro e Moraes; segundo o próprio banqueiro teria dito a Mendonça, ele estaria em uma eventual delação, pelo que a evita com malabarismos e intimidações.

Paulo Gonet, da procuradoria-geral da República, é o aliado  mais próximo de Moraes; ao contrário dos que se mantiveram em silêncio, apoiou o chefe de maneira bastante vocal, pedindo anulação do material divulgado por Mendonça – material em que ele mesmo figura pelo menos 33 vezes. Já Davi Alcolumbre, presidente do Senado, julga haver pedidos de impeachment de Moraes em excesso.

Esse elenco infame de inimigos da liberdade precisa ruir se quisermos destruir o poder paralelo que se apossou das instituições brasileiras. Repito, porém, que ainda há tolos que falam em “diálogo”. Que diálogo? Aquele em que eles falam e nós consentimos?

Faça uma doação para o Instituto Liberal. Realize um PIX com o valor que desejar. Você poderá copiar a chave PIX ou escanear o QR Code abaixo:

Copie a chave PIX do IL:

28.014.876/0001-06

Escaneie o QR Code abaixo:

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, conselheiro de diversas organizações liberais brasileiras, membro refundador da Sociedade Tocqueville, sócio honorário do Instituto Libercracia, fundador e ex-editor do site Boletim da Liberdade e autor, co-autor e/ou organizador de 19 livros.

Deixe uma resposta

Pular para o conteúdo