Gilmar Mendes e o espetáculo da intimidação política
O ministro Gilmar Mendes se tornou frequentador quase diário de programas jornalísticos, fazendo questão de exibir pessoalmente o espetáculo midiático de suas vociferações ressentidas. Jornal da Globo, Record, Metrópoles, agora CNN… Ele está em uma verdadeira peregrinação, balbuciando para os mais diversos espectadores.
O problema é que, cada vez que abre a boca, o que já não deveria estar fazendo, tudo só piora. Depois de solicitar a inclusão do pré-candidato Romeu Zema no inquérito das Fake News por repostar conteúdo satírico, ele caçoou do sotaque mineiro do ex-governador e também se enrolou ao cogitar que uma associação à homossexualidade seria ofensiva – pelo que pediu desculpas, “desculpas” essas que os juristocratas jamais concedem às suas vítimas, como os condenados políticos do 8 de janeiro.
Gilmar disse ainda ter a “impressão” de que o famigerado inquérito continua “necessário” e deve seguir “pelo menos até as eleições” porque o Supremo tem sido “vilipendiado”.
Não há pudor em explicitar para todos os brasileiros que se trata de um instrumento arbitrário para intimidar todos que ousarem criticar os abusos e cumplicidades patrimonialistas dos togados.
Para coroar tudo isso, a Veja publica que, “na avaliação de ministros do STF”, certamente amigos de Gilmar, Zema pode acabar na prisão. Espero que o mineiro continue valente e não se deixe acuar por essa truculência tirânica desavergonhada.
Uma postura como a de Gilmar Mendes, assim como a da maioria de seus pares, não deveria existir em uma democracia. Todo nosso apoio a Romeu Zema contra esse juiz de araque!



