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A derrota acachapante da esquerda pode ser explicada por dois fatores: radicalismo e Lula

O recado das urnas ontem foi bem claro: se alguém conseguir tirar o Bolsonaro em 2022, esse alguém virá do centro – possivelmente de centro-direita. TODOS os aliados do Lula/PT repetiram o resultado de duas semanas atrás e perderam nos locais mais importantes: Recife, São Paulo e Porto Alegre. O único alento dessa turma foi Belém do Pará, onde o candidato do PSOL só ganhou porque do outro lado havia um bolsonarista. Caso contrário, também perderia.

Porém, parece que a esquerda tem uma incrível capacidade de não aprender com seus próprios erros. O imitador de focas disse que Bruno Covas era de extrema-direita (???) e se iniciou um grande movimento pró-esquerda para 2022. Gleisi Hoffmann culpou práticas fascistas do PSB (????) pela derrota de Marília Arraes. Manuela D’Ávila e Lucas Silveira colocaram a culpa nas Fake News. Guilherme Boulos disse que “um novo ciclo se inicia”, agradeceu ao ex-presidiário de São Bernardo do Campo pelo apoio (devia ter pedido a ele para apoiar Bruno Covas) e finalizou dizendo que 40% da população de São Paulo quer mudança, mas vale ressaltar que ele teve menos votos que a quantidade de abstenções.

Só uma pessoa que não tem a menor condição de ler a realidade pode dizer que a “esquerda está voltando” ou que essa derrota “é culpa de Fake News”. A derrota acachapante da esquerda ontem pode ser explicada por dois fatores: radicalismo e Lula.

O antipetismo continua sendo a maior força política do país – e ele se confunde com o lavajatismo. Então, se a esquerda quiser “retornar”, vão aqui dois conselhos: coloque Lula na lata do lixo e abandone radicalismos – especialmente contra a Lava-Jato, Sérgio Moro e as propostas sem pé nem cabeça na economia. Em outras palavras, se afastem de praticamente tudo que o PT – Partido dos Trabalhadores representa (neste quesito, o Ciro Gomes está na frente, mas segue longe do ideal).

Muita gente – especialmente na esquerda – dizia que o PT precisa fazer uma autocrítica. O partido demorou e, neste momento, não tem autocrítica no planeta que vá tirar o PT da rota do ostracismo. Quem ficar no mesmo barco vai se afogar junto.

*Artigo publicado originalmente na página Liberalismo Brazuca no Facebook.

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