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Os brinquedos e as falácias de Kim Jong-un

ROBERTO BARRICELLI*

kim-jong-un

A Coreia do Norte, idolatrada por idiotas úteis de todo o mundo, está sob o regime do “Imperador” Kim Jong-un desde o falecimento de seu pai, Kim Jong-il, em 2011. O atual governante se utiliza do país como se fosse um brinquedo, mas os brinquedos que mais gosta são as armas e os soldados.

Não é raro ler no noticiário que o atual ditador mandou suas tropas “ficarem alertas”, ou então, “prontas para o combate”. E não foi diferente hoje, 25 de dezembro de 2013, ao olhar no Google Notícias, surge à minha frente: “Kim Jong-un pede que suas tropas estejam preparadas “para o combate”.

Segundo o ditador “uma guerra pode ocorrer sem aviso prévio”. O exército parece o parque de diversões e Kim Jong-un o “diretor”. Porém, quem coloca a culpa das ações de Kim Jong-un em uma provável personalidade psicopata, orgulhosa, arrogante e/ou narcisista, ou é ingênuo, ou burro.

As “provocações” do ditador sempre ocorrem em momento de crise interna, justamente para tirar o foco dos problemas vividos pela Coreia do Norte, como a escassez de alimentos que deixa ao menos sete milhões de habitantes com desnutrição grave.

Morreu o ex-ditador? Provoque a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Há denúncias da situação de fome no país e um novo ditador assume o mesmo? Teste seus mísseis e aumente a tensão com o vizinho do sul e (novamente) os Estados Unidos.

Na mais recente crise interna: O número dois do regime comunista ditatorial (me desculpe o pleonasmo) é executado após acusações de corrupção e traição? Visite uma base militar qualquer, fale que uma guerra pode ocorrer sem aviso prévio e transmita tudo pela rede de televisão controlada pela Ditadura. Pronto! Muda-se o foco do problema interno (real) para uma provocação que serve apenas para alimentar o ego do ditador sobre uma possível guerra (irreal).

Kim Jong-un “autorizou” (para não dizer: mandou) executarem seu tio, Jang Song-thaek (até então número dois no comando do “regime”) após ser acusado (principalmente) de traição, passando por um “julgamento” em tempo recorde. O fato gerou tensão interna e era necessário que os cidadãos (e o mundo) deixassem esse foco de lado para aterem-se a algo irreal, como uma provocação qualquer.

Obviamente a tática deve novamente funcionar, principalmente entre os idiotas úteis que se recusam a olhar a verdadeira face de Kim Jong-un.

Para finalizar, deixo um comentário de algo que achei muito irônico: a provocação ocorreu na data de um feriado cristão, sendo que a Coreia do Norte está em primeiro lugar no ranking mundial de repressão aos cristãos.

*JORNALISTA