Onde há mais liberdade para cada um, há mais progresso para todos

A afirmação do título deste artigo é uma máxima verdadeira, em se tratando do desenvolvimento econômico de um país. Contudo, antes de provar a veracidade dela, devemos primeiro buscar os conceitos de seus principais vocábulos: liberdade e progresso.

Ao buscar a definição de liberdade, podemos encontrar no dicionário Michaelis a seguinte afirmativa: liberdade é a faculdade que tem o indivíduo de decidir pelo que mais lhe convém. 

Um país com muita liberdade é, assim, um território onde as pessoas conseguem ter maior poder de agir livremente, isto é, as trocas voluntárias são mais fáceis de se realizar, sem qualquer tipo de coerção.

A palavra progresso, presente na bandeira de nosso país, possui a seguinte definição: processo evolutivo da civilização; desenvolvimento considerável na tecnologia e em outras áreas que representem melhor qualidade de vida. 

Na esteira desses conceitos, afirmamos, portanto, que sociedades que possuem maior grau de progresso são mais evoluídas como um todo. 

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A afirmação do título desse artigo nos traz que onde há maior liberdade individual haverá maior progresso em um país. Entretanto, por que isso ocorre?

Um bom modo de aferir a liberdade individual hoje é o índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, que avalia o estado de direito, o tamanho do governo, a sua eficiência regulatória e quão abertos são os mercados de um país, ou seja, uma excelente proxy para medir o quão livre são aquele país e seus indivíduos. Do mesmo modo, para aferir o progresso de uma nação, uma excelente medida é o índice de desenvolvimento humano da ONU, que mede a educação, a longevidade e a renda de uma nação, avaliando as que possuem de certo modo uma melhor qualidade de vida.

Se colocarmos esses dois índices lado a lado, podemos encontrar, de forma não surpreendente, várias semelhanças; o índice de liberdade econômica de 2019 possui os seguintes países nas 15 primeiras posições, respectivamente: Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Suíça, Austrália, Irlanda, Reino Unido, Canadá, Emirados Árabes, Taiwan, Islândia, Estados Unidos, Holanda, Dinamarca e Estônia. Ao analisar as 15 primeiras posições do IDH da ONU de 2018, temos respectivamente: Noruega, Suíça, Austrália, Irlanda, Alemanha, Islândia, Hong Kong, Suécia, Singapura, Holanda, Dinamarca, Canada, Estados Unidos, Reino Unido e Finlândia.

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Desses 15 países do ranking, 11 estão presentes nas primeiras posições de ambos e os outros não citados aparecem logo depois. 

A título de curiosidade, o Brasil é o número 150 no ranking de liberdade econômica e o de número 79 no IDH da ONU. Podemos afirmar categoricamente que, quanto mais livre conseguimos deixar nosso país, ele acabará tendo como consequência positiva um melhor IDH, assim como acontece com os países citados acima. 

Onde as pessoas são mais livres, elas possuem mais incentivos e condições de criar melhorias, tornando o ambiente muito mais favorável ao progresso, fazendo o desenvolvimento ser cada vez mais acelerado. Com isso, a sociedade acaba ganhando muito, com o todo tendo mais saúde, vivendo muito mais e com mais qualidade, o país tendo menos miséria e mais renda per capita, além de também mais educação, o que implica um ciclo vicioso de melhorias e impulsiona ainda mais seu crescimento. Liberdade implica prosperidade.

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Podemos, com base nas explanações acima, finalmente concluir então que a minha, a sua liberdade, acarreta o nosso progresso.

*Caio Ferolla é Associado do Instituto Líderes do Amanhã e trabalha no Financeiro da CIVITT.

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