O remédio para a superação da crise

Há trezentos anos, antes de a revolução industrial e de o capitalismo ser institucionalizado nos Estados Unidos, a longevidade média era de 35 a 40 anos.

Com o capitalismo e o desenvolvimento tecnológico em todos os campos do conhecimento humano, principalmente nas áreas farmacêuticas, médica e hospitalar, a longevidade dobrou.

Os que estão morrendo hoje com o coronavírus há trezentos anos teriam vivido metade do que viveram.

Digo isso como consolo? Não.

Digo isso porque há quem queira implantar pelo mundo governos fascistas ou socialistas com o objetivo de controlar a economia para controlar vidas com o pretexto de evitar a morte.

O remédio para a superação dessa crise virá com o aumento da produção, do investimento, do direcionamento de recursos para pesquisa, produção e consumo de bens, produtos e serviços, com doses maciças de capitalismo que possam melhorar a capacidade humana de enfrentar os desafios da existência impostos pela natureza.

Daqui a trezentos anos, quando a humanidade viver em média 120 anos, talvez haja outra crise e alguém dirá o que estou dizendo agora.

Ou então não.

Não, porque os governos autoritários que temos nos levarão à miséria guiados por liberticidas histéricos que sonham em retornar à vida primitiva, romanceada por Rousseau ou pós-modernos ambientalistas, mesmo que a longevidade média dos seres humanos na Terra volte a ser o que era há 300 anos.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.