O PT estimulou a secessão

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Durante a campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores fez de tudo para separar os brasileiros. Foi o famoso dividir para conquistar. Com isso, conseguiram colocar Nordeste contra Sul e Sudeste. Uma das estratégias mais sórdidas que já havia visto em toda a minha vida. Pois bem. Eles conseguiram, e, agora, com grande desfaçatez, a Presidente faz um discurso de união.

Não, Presidente! Os atos têm consequências. Vocês promoveram a cizânia e o ódio, usando isso – irresponsavelmente – para ganhar uma eleição e se perpetuar no poder. Agora, aguentem o barulho. O início do caminho para a secessão foi dado por vocês, e, infelizmente, isso não vai parar da noite para o dia com um discurso bonitinho e “amável”.

As engrenagens da divisão estão em plena operação e só irão parar com muita ação real (palavras são inúteis). Sinto lhes dizer, mas vocês foram longe demais. Com o caos na economia, a má gestão, os mandos e desmandos, além da promoção do ódio. Esse cenário, infelizmente, estimula o sentimento de secessão por todo o país. O PT fez os brasileiros desunidos.

Não me assustará uma debandada para o exterior, em um processo de fuga do empresariado (quem sobrará para pagar a conta?). Não me assustará, também, um crescimento do ódio entre os brasileiros. Vocês (PT) abriram a “Caixa de Pandora”. Duvido que consigam fechá-la.

Brincaram com um fogo extremamente perigoso que pode lamber todo nosso o país, com labaredas trágicas. É uma lástima que por 12 anos esse governo tenha pensado exclusivamente no poder pelo poder. É uma lástima que os brasileiros (classe média e pobres) acabem pagando o pato.

Espero que não ocorra. Mas, se ocorrer, o PT será o responsável direto pela secessão. O país está sendo movido por ódio, raiva e preconceito. Os nordestinos não têm culpa da situação, assim como todos os demais, que caíram no canto da sereia.

Em uma reflexão recente, começo a imaginar que a vitória de Fernando Collor contra Lula foi a pior desgraça que acometeu o Brasil. Na situação inversa, o festival de lambanças seria tão grande que o PT acabaria como um nada político. Mas, pegou a casa arrumada por FHC e utilizou isso muito bem para desenvolver seu projeto de poder. Uma pena, uma pena…

PS.: Não sou a favor da secessão, apenas me sinto obrigado a expor a minha opinião sobre as consequências da campanha petista.

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Leonardo Correa

Leonardo Correa

Advogado e LLM pela University of Pennsylvania, articulista no Instituto Liberal.

Um comentário em “O PT estimulou a secessão

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    30/10/2014 em 9:14 am
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    EU SOU A FAVOR ! ! !

    Aliás a idéia de pátria é um embuste, posto que o país é uma absoluta abstração. Foi empurrado nas cabeças o nacionalismo fazendo a população trocar a adoração ao rei ou imperador como ente iluminado e escolhido pelos deuses pela adoração a uma palavra ou ao nome dado a uma extensão de terra. Assim, o culto à uma personalidade real vira o culto a uma personalidade abstrata. Afinal um pais não é uma personalidade concreta. Um país é apenas uma palavra como um time de futebol também só tem o próprio nome como definição. Ou seja, o nome não referencia coisa alguma que não ele mesmo. Um time varia e se troca dinamicamente; tudo é mutável, desde os jogadores aos endereços e imóveis tanto quanto os dirigentes. Contudo o homem massa cultua o seu time como se o time fosse mais do que uma palavra. Ele diz amar o seu time, mas só pode amar a palavra que o nomeia, já que tudo mais é variável. A idéia de pais em nada difere. O que era uma Alemanha virou duas e voltou a ser uma. Velhos tempos onde Alemanha eram dois times que se enfrentavam em jogos com seus torcedores torcendo por sua alemanha. O Acre não foi sempre brasil e o Alasca nem sempre foi EUA e por aí vão vários exemplos.

    O objetivo da mudança do culto à personalidade real para um culto à ṕersonalidade abstrata? …EXATAMENTE O MESMO! Afinal:

    Plus ça change plus c’est la meme chose !

    Na bíblia, Paulo (Romanos ou Epistolas) afirma sem meias palavras que o rei é escolhido por deus e que é obrigação pagar os impostos e obedecer o “escolhido”.

    Na verdade aqueles que dedicam-se a viver da FORÇA e não do TRABALHO preferem o PODER de IMPOR sua atividade aos demais em vez de PROPOR a TROCA entre atvidades mutuamente úteis.

    O PODER é o NEGÓCIO DELES e assim no Poder investem afim de IMPOREM-SE aos demais. Da mesma forma aqueles que pretensdem viver do trabalho e não do Poder, investem no trabalho afim de PROPOREM TROCAS aos demais.

    Todos aqueles que objetivam ou vislumbram uma oportunidade de viverem do Poder, fatalmente simpatizarão com muitos dos privilégios que o Poder lhes garante.
    Portanto, a melhor coisa a se pensar para tirar a hegemonia do Poder sobre o trabalho é tornar o exercicio do Poder (o viver de impor a própria remuneração e variados privilégios) temporário e não vitalício.

    Ou seja, começar a difundir a idéia de que não poder haver essa DESIGUALDADE entre os integrantes de governos (Estado), que recebem impostos, e os pagadores de impostos.
    Não é por acaso que quase a totalidade dos funcionários do Estado são socialistas: esse é o principal negócio deles. Sentem que são privilegiados com grandes desigualdades: por qual razão há um sistema diferenciado de aposentadoria para eles? por qual honesta razão são remunerados trabalhando ou não? por qual razão não podem ser demitidos?

    Curioso é SOBRETUDO a DESIGUALDADE entre o salário dos mais antigos que ganham anuênios, triênios, quinquenios, licença prêmio e lá mais o raio.
    Vejo as propagandas realizadas pelos meios manipuladores de opinião se insurgindo, falaciosamente pela manipulável estatística, sobre diferença de salários entre negros e brancos e entre homens e mulheres para com isso incentivar antipatia por conta de tal alegada injustiça e assim incentivar uma DIVISÃO ou antagonismo dentre a população. Alegam cretinamente em seu discurso falacioso que para a mesma função há salários diferentes como se resultado de discriminação. Ora, inexiste tal na iniciativa privada onde as tais diferenças se devem a empresas diferentes e sobretudo a outros fatores que não o sexo ou a cor da pele. Contudo a chamada midia, privilegiada pelo Estado em termos fiscais e mesmo com concessão de verbas e até privilégios não só oficiais como oficiosos, faz seu papel de recadista estatal, apenas moderando o abanar o rabo para melhor chantagear o Estado. Assim é a tática suntzudiana de DIVIDIR para DOMINAR. Ocorre que no Estado existe EFETIVAMENTE diferenciação de salário para a execução da mesma tarefa e no mesmo local: uma DISCRIMINAÇÃO CONTRA os funcionários mais novos, independentemente de serem u não mais produtivos que os mais antigos. Esta sim uma DISCRIMINAÇÃO nunca lembrada pela midia ou pelos fofoqueiros políticos.

    Ou seja, que se clame mais pela IGUALDADE JUSTA e que se acabe com o posto vitalício no Estado, sobretudo nos cargos de maior Poder.
    Um juiz nunca será justo se consciente de que esta para além dos problemas que atingem os “comuns mortaios”. Aqueles que possuem segurança pessoal paga pelo bolso alheio não se incomodará com o banditismo e até tentará obter-lhes a simpatia.
    Um legislador que tem consciência que não sofrerá as consequências das leis que propõe e aprova, jamais pensará se tais leis são justas ou não, mas apenas se convenientes a manutenção de seu poder e privilégios sobre a população que produz para pagar impostos; estes SIM uma “MAIS VALIA” EXPROPRIADA através da FORÇA contra os trabalhadores braçais e intelectuais que efetivamente não podem usufruir do valor integral de seu trabalho oferecido e trocado espontaneamente. Ou seja, o total de bens e serviços produzidos pelos trabalhadores braçais e intelectuais não esta inteiramente disponível para estes trabalhadores, pois que através dos impostos o governo/Poder reserva para si uma grande parcela destes bens e serviços que não ficam disponiveis para trocas entre os produtores (na verdade e atualmente a maior parte, já que os impostos superam bastante 50% do que é produzido. Esse papo de PIB não afere produção real de bens e serviços úteis e a estaitica que da arrecadação é um embuste ).

    É um grande erro olhar para a economia com base no dinheiro. Se olharmo e entendermos o dinheiro como meio de troca entre bens e serviços, facilmente perceberemos o quão canalha é o sistema.

    O governo cobra impostos não porque precisda do dinheiro, mas sim para que a soma da quantidade de dinheiro no “bolso” dos trabalhadores braçais e intelectuais seja inferior à soma dos bens e serviços produzidos. Ou seja, ao serem descontados dos impostos passam a possuir uma menor quantidade dos bens e serviços que produziram e assim trocam entre si uma quantidade menor de bens e serviços. A diferença é de fato aquilo que Marx chamou de “mais valia”, só que quem se apropria, PELA FORÇA, dewsta mais valia não é o trabalhador intelectual, mas sim o GOVERNO/ESTADO. Neste caso a “mais valia” não depende da imbecilidade do valor do trabalho como quantidade de horas (até Marx teve que inventar a padronização da “quantidade verdadeira” de horas – ele arbitraria? ou algum outro iluminado?). Tal contorcionismo mental de Marx é de uma imbecilidade absoluta, já que a valoração do trabalho é SUBJETIVA e nada tem com quantidade de horas consumidas na realização:
    Uma tábua picada em lenha vale menos do que uma tábua inteira, embora para pica-la exija mais horas de trabalho. São variados e infindáveis os exemplos que põe por terra tal absoluta imbecilidade marxista que acabou por apelar para uma padronização arbitrada como única saida para minorar a aparência completamente idiota de tal formulação imbecil.

    Que se reflita certas questões e que se perceba que dialéticamente chega-se ao capitalismo inventado pela descrição de Marx (não explicou a realidade, inventou uma fantasia que não era a realidade nem da época) através do socialismo. Aliás a China é um exemplo que corrobora com essa dialética.

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