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O momento urge e precisa ser de todos

Em uma das universidades que conheço, a cada quatro professores de disciplina de Economia, três são esquerdistas de carteirinha. Talvez seja porque tal instituição queira “formar cidadãos íntegros”, com base nos valores cristãos…

Sou judeu e também acredito nos valores humanos e individuais – Antigo Testamento – e em um só Deus. Claro, ninguém deve roubar, matar, cobiçar a mulher de outros… Seria isso, porém, em função da “diversidade” tão entoada em prosa e verso por esses esquerdistas? Evidente que as empresas devem se preocupar – e se preocupam – com direitos humanos e diversidade. Sim, tá, mas e daí? Atentemos para problemas reais.

Fiquei pensando sobre quanto tempo é gasto nas organizações “de verdade” para se ajustar, sistematicamente, as mudanças de legislação e da bu(r)rocracia. De acordo com Banco Mundial (2017), o Brasil é o país onde se gasta mais tempo para lidar com burocracia tributária no mundo. A burocracia consome cerca de 1,5% do faturamento anual das empresas privadas. Advogados agradecem! Objetivamente, toda essa ineficiência é repassada aos preços dos produtos e serviços, gerando desemprego e reduzindo produtividade e competitividade externa. Até cego enxerga que essa disfuncionalidade prejudica, principalmente, os mais pobres.

Impostos e regras do Império! Ambiente de negócios com instabilidade jurídica, judicializado e alimentador de corrupção (mais!). Há inequívocas barreiras para os investimentos na estrutura produtiva com tal ambiente para fazer negócios e, o que é pior, sem perspectivas de mudanças estruturais relevantes.

Imaginem o tamanho da estrutura pública para suportar todos estes processos… Todos sabemos (parece que não!). Já pararam para pensar sobre a INUTILIDADE e tempo perdido com nosso dinheiro dos impostos na máquina política?! Nos últimos anos, com Mensalão, impeachment, Larápio como ministro, acusações entre senadores e deputados, conversas grampeadas, comissões de direitos humanos, escândalos em estatais, etc. e etc. (barbaridade), quais foram a prioridade e o espaço dedicados pelos representantes do povo e o nobre STF para discussão dos temas de interesse do povo? Projetos para o real desenvolvimento da nação, a fim de gerar mais emprego, renda e prosperidade?

Ecoam, literalmente, gritos de democracia, direitos humanos, diversidade, feminismo, mais e/ou menos ministérios e a inacreditável e inédita situação, envolvendo até um criminoso e ex-presidiário, desejando, a qualquer custo, retornar com sua camarilha ao Palácio do Planalto. Apesar de tudo isso, grandes economistas profetizam que a SOLUÇÃO É MAIS ESTADO (O que que é isso minha gente!)! Um mais antigo, John Keynes, um dos 60, Raúl Prebisch e outro mais “atual”, Paul Krugman; os referenciais. Nada poderia ser diferente. Aquilo que governos latino-americanos e esses “grandes economistas” desejam é um capitalismo sem lucros, um socialismo sem disciplina e investimento sem investidores estrangeiros.

Pois bem, precisamos pensar reflexivamente e focar no essencial para reativar a economia no pós-crise da Covid-19. O que deveria ser o fio condutor e integrador de todos os poderes e a sociedade em geral precisaria ser a preocupação com a criação de empregos, de renda e de prosperidade. O país necessita varrer uma série de regulamentos arcaicos e processos burocráticos que impedem que as empresas cresçam e contratem mais gente. De nada adianta só pensar no lado da demanda.

Enfim, neste país sério, todos deveriam comer e dormir com o foco na ativação das cadeias de valor que trarão empregos e comida no prato de todas as famílias brasileiras. Como a tão aludida diversidade, urge discutir e acionar iniciativas para empregar mais jovens, inserir pessoas de distintas classes sociais com diferentes visões da realidade, incluir idosos no mercado de trabalho, para muito além da discussão de cor e gênero, e que factualmente contribuam para a alavancagem de resultados para as empresas e para as comunidades em que estão inseridos.

Imaginem se o centro da reflexão e da ação estivesse em deixar todas as pessoas e as empresas mais livres para empreender e produzir riqueza, livrando-as das amarras estatais, será que a diversidade dos seres humanos no Brasil não ficaria melhor atendida e todos mais satisfeitos e felizes em todas as esferas da vida e da realidade objetiva?

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.