O livre mercado é o melhor remédio contra o preconceito e a discriminação

Senado aprova multa para empresa que não pagar salário igual para homens e mulheres na mesma função.

Estranhamente, nunca vi ninguém reclamar que o mundo da moda paga muito melhor às modelos do que aos modelos. Vocês conhecem algum modelo masculino ou gay que receba salários iguais aos da Gisele Bünchen?

Empresários da moda, assim como quaisquer empresários, estão interessados na lucratividade dos seus respectivos negócios e, portanto, escolherão os melhores e mais produtivos. Se os melhores forem negros, eles os contratarão a peso de ouro. Se forem mulheres, idem. Parafraseando Deng Xiaoping, para os gananciosos empresários, não importa a cor ou o sexo dos gatos, desde que peguem os ratos – e encham seus bolsos de dinheiro, claro.

A liberdade de mercado já demonstrou ser o melhor remédio contra os preconceitos e a discriminação, entre outras coisas porque discriminar funcionários, seja pela cor da pele, pelo gênero ou pela religião significa lucrar menos. A própria vocação do livre mercado, cujos incentivos nos levam a não desprezar os bons negócios, assegura que os gananciosos empresários pagarão mais a quem lhes der melhores retornos.

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Por que um empresário, com um mínimo de bom senso e discernimento, pagaria menos a Maria do que a João, sabendo que aquela é mais produtiva e lhe trará maiores retornos do que este? Simplesmente, não faz sentido. Afinal, como sustenta a própria esquerda em suas diatribes anticapitalistas, os empresários são, por natureza, gananciosos – e ganância é o tipo do troço que não combina com qualquer tipo de preconceito.

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