O custo do assistencialismo para o Brasil

ROBERTO BARRICELLI*

O assistencialismo brasileiro custa caro aos cofres públicos e seus resultados são insatisfatórios.

Nem me venham falar de Bolsa Família, um programa necessário no curto prazo, mas de implantação incompleta e que gera resultados nefastos no longo prazo como parasitismo, voto de cabresto e manutenção de uma base eleitoral burra e alienada, devido a não aliarem o programa ao sistema de voucher para a educação e ao corte de impostos e desburocratização para atrair empresas para as regiões mais necessitadas, gerando empregos e renda.

Além dele (muito além) temos programas “sociais” para moradia com inadimplência 400% maior que no setor privado, previdência pública falida e um benefício ao trabalhador desempregado que é confundido com um direito.

O mais importante ressaltar é que todo esse assistencialismo tem um custo (bem alto) e é pago com o dinheiro dos contribuintes. Veja qual o custo na tabela abaixo:

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Sim, o custo do assistencialismo brasileiro ultrapassa os R$450 bilhões. Sabendo que descontados os juros, amortizações, refinanciamento e rolagem da dívida interna pública, as inversões financeiras e os gastos com pessoal, o orçamento disponível para investimentos diretos do Governo Federal é de R$701.232.724.334,00, logo, o assistencialismo custa aproximadamente 64,62% do orçamento disponível. Ou seja, para Educação, Saúde, Defesa Nacional e outros setores sobram 35,38% para dividir entre todos.

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O assistencialismo é pago com o dinheiro dos impostos (roubado) dos trabalhadores brasileiros, que em troca recebem serviços públicos sem qualidade alguma. Se o assistencialismo realmente tirasse as pessoas da miséria e incentivasse o desenvolvimento social e econômico, veríamos o país crescer em ritmo acelerado enquanto o próprio assistencialismo diminuiria gradualmente em consequência de seus efeitos positivos.

Como tais efeitos não são reais, o que vemos é o Estado babá e assistencialista aumentar, gastar mais e a economia oscilar, prova disso é o aumento diário de “beneficiários” sem “reposição” através de outros melhorando de vida e saindo dos programas na mesma proporção. Também posso citar o retrocesso do PIB no terceiro trimestre de 2013 em 0,5%, uma taxa semelhante à de países em crise.

Ao invés do governo imitar a atuação sueca na economia, com desregulamentações e cortes de impostos, está imitando justamente o que quase a levou ao colapso e causa hoje problemas sociais no país, como os recentes incidentes envolvendo imigrantes e parasitas vivendo do dinheiro dos contribuintes, sem gerar riqueza alguma.

Mas o pior é saber que o assistencialismo “apenas” piora a situação, pois mesmo com o fim deste, não há melhoras consideráveis nos serviços públicos se não houver incentivos à iniciativa privada para ser acessível aos brasileiros e suprir a maioria da demanda. É simples, o serviço público é gratuito, porém possui oferta limitada. Acontece que essa gratuidade gera uma demanda “infinita”, se a demanda é maior que a oferta (neste caso, infinita x limitada) haverá escassez, gerando prejuízos aos cidadãos como consumidores, como atrasos, erros, má qualidade e precariedade e como contribuintes devido ao alto custo com benefício próximo à zero.

Qual a solução? Bem, tenho apontado em meus artigos no Blog desde sua fundação, em setembro deste ano. Mas farei isso novamente e individualmente com cada assunto, desde Previdência e Seguro-Desemprego até Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Fique atento(a), acompanhe(m) as próximas postagens.

*JORNALISTA

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.