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O caos da gestão pública de recursos hídricos e energéticos

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Nessa semana houve a volta do assunto da refinaria de Pasadena, onde a Petrobras amargou um prejuízo de mais de um bilhão de dólares, com autorização da Presidente Dilma. Não vale a pena se estender muito sobra a BR, pois a empresa se encontra em estado de real insolvência, com mais de 200 bilhões de dólares em dívidas.

Ainda no campo energético, usinas hidrelétricas do Brasil inteiro estão com níveis baixíssimos de reserva. O substitutivo escolhido pelo governo para complementar a produção de energia no sistema brasileiro foi a termelétrica, onde não possuímos matéria-prima em abundância (carvão, petróleo e gás natural). Não se vê investimentos em energia eólica, solar e nuclear, mesmo tendo no Brasil muitas correntes de ar, áreas com sol o ano inteiro e a sexta maior reserva de urânio do planeta.

No campo hídrico, nunca se resolveu a seca do Nordeste, e agora até mesmo São Paulo está sob ameaça de falta d’água.

O que tudo isso tem em comum? A gestão governamental.

A gestão governamental possui péssimos incentivos de administração: larga burocracia, corpo de servidores com estabilidade e remuneração fixa, falta de interesse no lucro e na subsequente inovação tecnológica, monopólio, e daí por diante.

Enquanto isso, nos EUA, a abertura de mercado do setor energético em Illinois criou uma revolução no setor, com a criação de pequenas firmas que constroem usinas eólicas e solares, baterias, e várias outras inovações interessantes.  

Se ilude quem pensa que o problema é a qualidade do governo. Até mesmo o técnico de área mais capaz terá problemas para superar incentivos tão perversos. Precisamos urgentemente nos conscientizar que o problema é a centralização e publicização do sistema hídrico e elétrico. Até quando conseguiremos suportar a falta de liberdade econômica nos setores hídricos e elétricos no Brasil?

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.