O Brasil não está preparado para o governo liberal de Bolsonaro, eis o nosso problema

Precisamos de 13 anos de lulopetismo para que as desgraças econômicas tomassem conta do país e as pessoas, já sem emprego, lançadas na miséria, dessem ouvidos às poucas vozes liberais que pregavam no deserto. Mises, Hayek, Smith, Rothbard, Rockwell, Rodrigo Constantino e alguns outros autores só passaram a ser conhecidos e lidos quando a miséria provocada pelo desenvolvimentismo bateu à porta e milhares de pessoas, em decorrência do sofrimento que lhes fora imposto pelas políticas socialistas dos governos de esquerda, foram levadas a buscar uma saída em direção à prosperidade.

Há quem diga que Bolsonaro não passa de mais um político que, como qualquer outro, num impulso de oportunismo, abraçou as ideias liberais para conquistar seu único objetivo que era subir a rampa do Planalto. Oportunista ou não, o fato é que o presidente tem defendido abertamente, desde o início da pandemia que coloca de joelhos toda a economia de uma nação, posturas relativamente sensatas e prudentes. Sim, com seu jeito bronco de falar, mas expondo o que muitos liberais já apontaram em artigos repletos de dados científicos que condenam efusivamente as medidas draconianas adotadas por governadores e prefeitos e referendadas pelo judiciário.

O próprio MBL (Movimento Brasil Livre), a título de exemplo, um movimento supostamente liberal e que se promoveu organizando movimentos de massa contra o (des) governo de Dilma Rousseff, num surto de plena irresponsabilidade, uniu-se à mídia progressista e aos arroubos do STF para desqualificar o mandatário dizendo que sua ascensão ao cargo de chefe máximo da nação ocorreu em função do lavajatismo conduzido por Sérgio Moro, juiz que, como postei recentemente em minhas redes sociais, apesar do excelente trabalho na operação Lava Jato, apoiou as ações arbitrárias de governadores e prefeitos, ações que manifestaram sua face mais cruenta e perversa na prisão e uso de violência contra cidadãos de bem que exercitavam seu direito fundamental de ir e vir.

Até tentaram colocar no presidente a responsabilidade pelos atos de alguns manifestantes que, descolados da realidade, invocaram a volta do período sombrio conhecido como AI-5. Com o objetivo de arrancá-lo da cadeira presidencial a qualquer custo, chegaram (os “liberais” do Movimento Brasil Livre) até a protocolar um pedido de impeachment completamente mal elaborado.

O fato é que Bolsonaro, aceitem ou não seus opositores, está empreendendo todos os esforços para a retomada das atividades econômicas. Governadores e prefeitos, em sintonia com um judiciário que tem tomado decisões altamente questionáveis, baseando-se nas recomendações “científicas” da OMS que, diga-se de passagem, já mudou essas recomendações inúmeras vezes, estão brincando com a vida das pessoas mais pobres. Talvez seja o momento de a população, de carne e osso, que sofre com esses desmandos autoritários, expor a sua indignação. Por muito menos, aliás, e pelas causas erradas, ressalte-se, manifestantes foram capazes de tomar as ruas no fatídico junho de 2013. Talvez seja o momento de uma manifestação contundente de insatisfação (embora as manifestações a favor de Bolsonaro e do fim das paralisações, ignoradas completamente pela grande mídia, continuem a ser uma constante).

Nota do editor: Fiel ao princípio de que seus colunistas têm ampla liberdade para se manifestar, o Instituto Liberal reitera, de acordo com a nota oficial publicada no dia 12/03, que não endossa oficialmente nenhuma aglomeração popular durante a pandemia.

Juliano Oliveira

Juliano Oliveira

É administrador de empresas, professor e palestrante. Especialista e mestre em engenharia de produção, é estudioso das teorias sobre liberalismo econômico.