O atentado na França

Paris: Área interditada pela polícia após massacre na revista Charlie Hebdo. Foto: jornalista Jérémie Hartmann

Paris_massacre_Charlie_Hebdo_2015_7janeiroGuardadas as devidas proporções, em face dos números dos mortos, o atentando ocorrido ontem em Paris é da mesma natureza do que aquele que derrubou as Torres Gêmeas. É a prova de que o terrorismo islâmico continua ativo em toda parte.

Mesmo nos EUA tivemos alguns episódios de franco-atiradores mortais. A novidade é que o fato ocorreu na França, país que tem demonstrado grande simpatia pelos militantes da causa islâmica em várias oportunidades. Em 1995, a mesma Paris já tinha sido objeto de um atentado a uma estação de metrô que deixou muitos mortos, mas parece que tudo se apagou da memória. Fiquei indignado com a morosidade registrada pela polícia francesa para reagir. As imagens do policial assassinado friamente parecem revelar que ele nem portava arma de defesa pessoal. Presa fácil, galinha morta.

O que move os celerados? Um ódio doentio ao Ocidente, ao seu modo de vida, à sua liberdade, ao cristianismo. Essa gente é semelhante aos nazistas: o que importa é matar e não se importam em se matar. Ao fim e ao cabo, de suas ações brotam sempre cadáveres, seus e/ou dos outros. É a própria cultura da morte que estamos vendo. Não penso haver islamitas do bem, eles se camuflam e, quando a ocasião aparece, transformam-se em guerreiros de Alá. Basta ver como tratam suas mulheres e as punem se vacilarem no uso do véu, para dizer o mínimo.

Um dos pontos de ódio mais relevantes dos islamitas ao Ocidente diz respeito à liberdade que as mulheres conquistaram aqui. De fato, a igualdade entre ambos os sexos é uma realidade, algo intolerável para a mentalidade tribal que os islamitas carregam em si. Para eles, mulher é apenas objeto de sexo e procriação e nada mais, não lhes permitem o exercício da liberdade e da criatividade. São as mulheres as grandes perdedoras na eventualidade de uma sociedade islâmica se estabelecer na Europa, continente no qual isso pode ocorrer com brevidade histórica.

O islã é ainda mais iracundo com Israel, um símbolo da superioridade moral, política e tecnológica do Ocidente que vive como um enclave em meio ao magma populacional islâmico. O ódio aos judeus é apenas uma variante para o ódio ao Ocidente.

O drama é que as políticas públicas de defesa do Ocidente supõem que os seguidores do islã são gente normal e que pensa como a gente, valoriza as coisas como as valorizamos. O mesmo se pensava dos nazistas, antes que chegassem ao poder. Esse é o mais terrível engano. Nenhuma sociedade islâmica, talvez com a possível exceção da Turquia, tolera as liberdades como a conhecemos – de opinião, de imprensa, política. Mesmo a Turquia vive sob ataque dos radicais. Há uma mentalidade monárquica dominante cujo poder deve emanar do clero muçulmano. Vimos isso de forma lapidar no Irã depois de Khomeini. Imediatamente após tomar o poder, as mulheres tiveram restrições impostas e tudo que era Ocidental foi abolido. Foi um retrocesso civilizacional inequívoco.

Os partidos de esquerda costumam apoiar a causa dos islamitas e a França, toda vida, tem sido esquerdista. Há algo de irônico nisso. A rigor, os esquerdistas são os facilitadores do avanço islamita no Ocidente. Como o tempo agora é de radicalização e há mortos e feridos nas calçadas das grandes cidades, não é mais possível ignorar os perigos. A esquerda usa isso para hipertrofiar o controle policial sobre os cidadãos, quando o certo seria mudar tudo, a começar pela política de desarmamento civil, infame, que reduz a população a alvo fácil dos facínoras, que nunca estão desarmados.

Pior é que a visão dos governantes ocidentais está pautada por um suposto laicismo, que baniu a força religiosa do cristianismo do dia a dia do Estado. Esse mundo supostamente laico, ateu, não tem força moral para barrar o avanço do Islã, cuja população se multiplica a velocidade muito maior do que a do Ocidente. É um problema dramático e lento, mas que projeta uma catástrofe populacional em poucos anos. A ocupação do islã na Europa está usando a porta das maternidades.

O que esperar? Mais do mesmo. A cada atentado bem sucedido, um espasmo e um espanto, uma reação estupefata diante da catástrofe. Vimos as multidões marchando sobre Paris, como se os dois meliantes matadores de civis indefesos pudessem se impressionar com isso, como se os futuros meliantes fossem recuar. A multidão estúpida não tem força alguma diante de uma vontade férrea, que só pode ser enfrentada se a atitude do poder de Estado for modificada. Estamos longe disso, todavia. O renascer das instituições inspiradas no cristianismo é o único antídoto contra a barbárie islâmica.

 

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Notícias sobre o atentado:

Buscas porta-a-porta para encontrar suspeitos do atentado de Paris

Após atentado, França é palco de ataques a locais de culto muçulmano

Última charge de cartunista francês morto citava possibilidade de atentado 

imagem: Wikipédia
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Comentários

  1. O curioso é que os tais socialistas que compreendem o MERO MELINDRE dos lunáticos ideológicos islamicos e assim até justificam sua conduta violenta, jamais acharam que as ofensas atiradas contra a burguesia, não apenas para ridiculariza-la, mas com a nítida imtenção de fomentar o ódio e a violência contra esta, devessem ser revidadas com violência. Ao contrário, covardemente se refugiam invocando o tabu da democracia como autorização para fazerem a apologia da violência, da cobiça, da inveja e do roubo contra aqueles que chamam de burguesia, quando não alinhada ao Estado totalitário tão ao gosto de socialistas democratíssimos.

    Falam da dita dura, mas esquecem que iam para a frente dos quartéis pregar que soldados se amotinassem. Aliás sua ação política se resumia a incentivar os imbecis a fomentarem motins e greves violentas. Aí, sofrendo o revide imediatamente se faziam de vítimas coitadibnhas, perseguidas pelos malvados que os revidavam.

    O que vai acontecer?
    É provável que a midia (que faz o papel de formador/manipulador de opinião como anteriormente era o papel da Igreja nos cultos e na militancia de sua hierarquia em fafvor do poder estatal) acabe por vitimizar os maníacos islâmicos exibindo caretas e gritos de indignação, no lugar de argumentos, contra a perseguição aos coitadinhos islâmicos maltratados nos paises capitalistas sanguinários. Logo partidos e autoridades se aliarão aos maníacos para usufruir de sua disposição para a gviolência.

    A quinta coluna midiática tornará imoral qualquer reação a tais maníacos totalitários que reproduzem a violência de velhos maníacos marxistas contra críticos.

    É, a FARSA se REPETE como HISTÓRIA!!!!

    Logo logo os maníacos decapitadores e terroristas serão apresentados pela nova “Igreja”, a MIDIA, como os PERSEGUIDOS pelos capitalistas selvagens e malvados. A lavagem cerebral e a MANIPULAÇÃO da vaidade através de alardeada superioridade moral consensual (espiral do silêncio) que se opõe aos malvadões que REAGEM irá transformar os maníacos terroristas, assassinos até de crianças, em VÍTIMAS PERSEGUIDAS merecedoras da simpatia popular.

    Assim fizeram com IASSER ARAFAT!!!! …o terrorista, maníaco e assasino que fez jus ao prêmio nobel da paz e incensado quando de sua morte como grande líder do povo palestino.
    Assim também a midia fez com o assassino e totalitário Nelson Mandela cujo grupo assassinava, TAMBÉM, com requintes de crueldade os seus adversários políticos do movimento INKATA. Tornando-se, através da canalhice midiatica, um lider contra o apartheid. Quando em verdade era apenas um maníaco assassino que usava da violência em nome do socialismo. Quando Winie Mandela ficou conhecida como mandante de assassinatos com requintes de crueldade, dando sequencia ao que Mandela praticava, este, tal e qual Lula, simplesmente afirmou que não sabia e separou-se de Winie. …vão-se os anéias para preservar os dedos.
    Ora, o que Winie passou a fazer depois que Mandela froi preso em prisão confortábilissima para continuar comandando seu CNA, Winie apenas deu sequência ao que fazia com Mandela antes deste ser preso.

    A mídia, como bem frisou Nietzsche, induz ao erro a sociedade através da pena dos jornalistas(os que mandamn nos jornais).
    Essa Igreja de apoio ao Poder totalitário Estatal, que a beneficie e corrompa, é velha conhecida de quem tem cérebro.

  2. Tenho uma opinião diferente das que estão surgindo devido à comoção causada pelo fato. Eu também sou cartunista, atualmente estou fora do Mercado, pois me dediquei mais a literatura e ao desenho animado. Mas, já atuei como ilustrador de histórias em quadrinhos no Jornal do Brasil e no Pasquim publiquei pouquíssimos cartuns, e em diversos jornais nos anos 80 muitos. Sou contra qualquer tipo de violência, principalmente o terrorismo. Os jornalistas mortos faziam sátiras com várias religiões e vários políticos e não era necessário matá-los. Sou agnóstico e portanto não possuo religião alguma. Acredito, no entanto, que ambos erraram. Algozes e vítimas. Vítimas porque provocaram e provocaram demais e foram desrespeitosos com a religião dos outros. Um crime, não na cultura ocidental, mas sim na cultura dos algozes que revidaram barbaramente. Eles não deviam ser mortos, mas deviam ser processados e pagar indenizações aos ofendidos. Acho que até o humor tem limites e a liberdade de expressão tem limites. Limites que não firam a sensibilidade dos outros, que respeitem os pensamentos e crenças opostas . O problema é que virou moda ser crítico, ou engraçado de forma desrespeitosa. (Lembrei do Rafinha Bastos). Você que é católico o que acham de um jornal cuja capa mostre seu Deus sendo sodomizado por Jesus Cristo e Jesus sendo sodomizando pelo Espírito Santo? Uma das capas do jornal que sofreu o atentado foi esta. Achou engraçado? Outro número da revista com “A verdadeira história do menino Jesus”. É de vomitar, se você for cristão. Eles pegavam muito pesado com os religiosos. E falo com consciência, pois sou agnóstico, logo não tenho religião alguma. Acho que se determinada pessoa ou órgão de imprensa não gosta de algo, opine, critique, mas de forma a não fomentar o ódio no criticado, pois a tendência é o revide que pode até vir da forma mais cruel e desumana como ocorreu, infelizmente, fazendo o mundo perder artistas talentosos e pessoas que nada tinham a ver com o ocorrido. O ataque foi muçulmano, mas poderia ser católico. Tem fanático pra todo o lado. Lamentável! Segundo o Jornal O Globo do dia 8-1-15 o Charlie Hebdo “passava por grave crise financeira e corria o risco de fechar novamente”, a meu ver, depois desta, vai se recuperar, virar moda, os mortos franceses virarão heróis, embora não tivessem ética e moral para serem. Da mesma forma virarão heróis para os que os apoiam os assassinos, embora também não tenham ética e moral para serem. Será que o jornal continuará na mesma linha editorial? Se sim, aonde isto vai parar? Quem vai sofrer serão os franceses, aliás, o mundo.
    Pedro Pazelli – Rio de Janeiro

  3. “O renascer das instituições inspiradas no cristianismo é o único antídoto contra a barbárie islâmica.”
    Perdão, mas essa frase foi o cúmulo. A Igreja protagonizou alguns dos, senão os maiores, episódios de bárbaridade da História (leia-se Cruzadas, Inquisições, etc – exemplos de quão ruim e perverso pode ser o ser humano pelo conquista de um ideal). Foram centenas de anos de fogueira, métodos de tortura e decapitação, que se for comparar os números, fazem os terroristas islâmicos parecerem amadores.
    Outra: Lembre-se que Alá, é a tradução literal para Deus. E que Judeus, Cristãos e Mulçumanos compartilham de um mesmo ideal de Deus; os mulçumanos reconhecem isso publicamente, reconhecem inclusive o papel de Jesus como um importante profeta de Alá.
    Então, você me pergunta: Porque o Cristianismo não continua fazendo o que fez no passado? Eu respondo: Porque não pode mais. Ela não tem mais poder e influência para tal. A Igreja desceu rumo abaixo junto à Bastilha e tem caído até hoje. E é bom que assim seja.