Mises e a Previdência Social

“Os comentários de Mises [em Ação Humana], de 1949, sobre a Previdência Social e a dívida pública do governo soam como se tivessem sido escritos ontem:

‘Paulo, no ano de 1940, poupa pagando cem dólares à instituição nacional de previdência social. Em troca, recebe uma promessa que é, virtualmente, uma declaração incondicional EDV [Eu Devo a Você]. Se o governo gasta esses 100 dólares com despesas correntes, nenhum outro capital passa a existir, nem há aumento algum na produtividade do trabalho. O EDV do governo é um cheque a ser sacado do futuro contribuinte. Em 1970, um certo Pedro talvez tenha que cumprir a promessa do governo, apesar de que ele próprio não terá qualquer benefício do fato de que, em 1940, Paulo tenha poupado os cem dólares. …

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O falacioso argumento de que a dívida pública não é uma carga sobre a população porque “nós a devemos a nós mesmos” é ilusório. Os Paulos dos anos 1940 não a devem a eles mesmos. São os Pedros dos anos 1970 que a devem aos Paulos de 1940. …

Os governantes de 1940 resolveram o problema deles passando-os para os governantes dos anos 1970. Nesta data, os governantes de 1940 estarão mortos ou mais velhos, gloriando-se de sua maravilhosa invenção, a previdência social.'”

(pp.847 – 848, da versão em inglês de Ação Humana)

__ comentários de Bettina Bien Greaves no Prefácio da Quarta Edição em inglês de Ação Humana

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No mesmo Prefácio, Bettina  Greaves menciona que, no Prefácio da Terceira Edição, foram citadas as traduções de Ação Humana para o italiano e o espanhol. E atualiza a informação no Prefácio da Quarta Edição:

“Desde então, [a obra] foi traduzida para o chinês por Tao-Ping Hsia (1976/7), para o francês por Raoul Audouin (1985), para o português por Donald Stewart Jr. (1990) e para o Japonês por Toshio Murata (1991).

Irvington-on Hudson, New York, fevereiro 1996

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EDIÇÃO: LIGIA FILGUEIRAS
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