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Menos Francisco, mais João Paulo

Alguns dias atrás o Papa Francisco pediu o fim do “dogma neoliberal”, classificando a doutrina como “pensamento pobre, repetitivo, que propõe sempre as mesmas receitas diante de qualquer desafio que se apresente”.

Mas afinal o que é o neoliberalismo? As ideias centrais do neoliberalismo foram colocadas em um documento, de apenas uma página, chamado “Consenso de Washington”. Colocando em poucas palavras, o neoliberalismo advoga por: redução de déficits fiscais, câmbio flutuante, privatizações e desburocratização e abertura comercial. Ou seja, nada mais que o bom senso, por isso é chamado de “Consenso”.

Muitos esquerdistas esclerosados adoram dizer que o neoliberalismo fracassou no Brasil. Conforme escrevemos no passado (primeiro link das fontes), dos dez pontos do Consenso de Washington, o Brasil aplicou apenas um por inteiro, sendo o restante ou aplicado em partes (minoria) ou simplesmente não aplicado (maioria).

O que podemos dizer dos países que aplicaram a doutrina?

Para William Easterly, do Departamento de Economia da Universidade de Nova York, as reformas de maneira geral funcionaram e, no caso da América Latina em particular, ajudaram a resolver uma grande praga da região, que era a inflação descontrolada.

Em 1991, praticamente todos os países da América Latina tinham uma inflação acima de 20% ao ano e, em uma parte considerável dessas nações, a inflação estava acima de 40%. Na virada do século, poucos países ainda tinham esse problema.

Na economia há um termo chamado “Black Market Premium” que, em poucas palavras, é a diferença entre a taxa oficial de conversão da moeda local para o dólar e a taxa realmente praticada pelo mercado. No final da década de 80, isso era algo bastante comum na América Latina e hoje só dois países me vêm à mente: Argentina e Venezuela.

O autor também acredita que, mesmo que as reformas fossem modestas, não transformando o país completamente em uma economia de mercado, pelo menos elas conseguiram eliminar as principais políticas que causavam as maiores distorções no mercado, que, por sua vez, trouxeram crescimento econômico novamente para a América Latina. Tais reformas foram primordiais para reviver a economia latino-americana das chamadas “décadas perdidas” (anos 80 e 90).

Para finalizar, gostaria de deixar claro que meu papa favorito até o momento é João Paulo II – o polonês que ajudou a derrubar a cortina de ferro, libertando o Leste Europeu do socialismo.

Menos Francisco, mais JP.

*Artigo publicado originalmente na página Liberalismo Brazuca no Facebook.

Fontes:

https://www.facebook.com/brazucasliberais/photos/a.129239658469590/261704368556451/

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/05/uol-economia-explica-neoliberalismo-papa-francisco.htm?cmpid=copiaecola

https://www.nber.org/system/files/working_papers/w26318/w26318.pdf

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