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Liberdades individuais em tempos de pandemia

Virou moda. Em nome no velho mantra jurídico segundo o qual ‘não existem direitos absolutos’, as almas autoritárias pretendem justificar, legal e moralmente, uma infinidade de exceções tiradas do bolso do colete, de acordo com os gostos e preferências de cada um.

Assim, tendo como pano de fundo um vírus que mata 0,27% dos infectados, segundo os estudos mais recentes, os inimigos da liberdade endossam toda e qualquer ação estatal contra as nossas liberdades, muitas vezes através de decretos e outras normas infralegais, sem as chancelas legislativas ou judiciárias.

As tais exceções vão desde a censura contra a liberdade de expressão, passam pela proibição de trabalhar e chegam ao absurdo de manter em quarentena pessoas saudáveis e sem quaisquer sintomas. Para não falar da obrigatoriedade de usar máscaras em locais públicos abertos, prender pessoas pelo crime de nadar no mar e, mais recentemente, a tentativa de nos transformar em cobaias humanas através da vacinação compulsória com drogas desenvolvidas a toque de caixa.

Não nos deixemos levar por esses sofismas insidiosos. Nossas liberdades individuais podem até não ser absolutas, mas não são essa esculhambação em que estão tentando transformá-las, ao bel prazer dos tiranetes de plantão e seus especialistas. Nunca nos esqueçamos da lição de Thomas Jefferson: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.