No jogo dos Governadores do Rio, quem perde sempre é você

Businessman silhouetteO site G1 criou um interessante jogo para que o eleitor descubra, dentre as opções apresentadas, com qual candidato a Governador ele se identifica mais. O site apresenta dez perguntas para os candidatos sobre os mais variados temas: habitação, mobilidade, educação, saúde, turismo, meio ambiente, drogas, emprego e cultura. Os candidatos resumem seus projetos em frases curtas e o eleitor escolhe a que mais lhe apeteceu. Ao final o site mostra qual candidato proferiu a frase com quem você mais se identificou.

Resolvi jogar o jogo dos Governadores do Rio, que pode ser visto aqui. Há que se destacar que o atual Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, não teve interesse em enviar respostas para o jogo.

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Na primeira pergunta, sobre habitação, todos os candidatos falaram em manter o programa de construção de moradias. Na pergunta sobre despoluição da Lagoa e da Baía de Guanabara, todos responderam que vão tratar a água e o esgoto e despoluir os locais, mas sem se diferenciar sobre como fazer isso. Para prevenir inundações, vão investir em infraestrutura. Na pergunta sobre terceirização da gestão da saúde, todos foram contra. Em cultura, investimento através da escola e mais recursos. Na educação, mais investimento e educação integral. E na geração de emprego, propostas bastante vazias.

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Para não dizer que em tudo os candidatos foram totalmente iguais, na pergunta sobre segurança dois dos candidatos vão mais longe para criticar UPPs e até falar em desmilitarizar a polícia, e no transporte dois deles falam em reestatização de tudo.

O que realmente me impressionou nesse jogo foi a total falta de alternativas verdadeiramente liberais no Estado do Rio de Janeiro, com excesso de intervencionismo em tudo e uma incrível pretensão de achar que um Governador pode resolver todas as mazelas sociais com mais Estado, como se não tivesse sido os governos os principais causadores dos problemas crônicos vividos pelo povo no seu cotidiano.

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Em um jogo onde qualquer resultado será sempre mais do mesmo, o perdedor será também sempre o mesmo: o cidadão fluminense.

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Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.