Jacques Maritain: por Gabriel Zanotti

INSTITUTO ACTON ARGENTINA / LIGIA FILGUEIRAS*

O INSTITUTO ACTON ARGENTINA está convidando para a palestra de Gabriel Zanotti sobre Jacques Maritain, no próximo dia 5 de dezembro, na Universidad Austral, em Buenos Aires. O horário é bem o do almoço (de 12h30min às 14h15min), mas se ofrecerán empanadas a la entrada del aula, a las 12.30 hs. O ciclo de palestras do Instituto Acton na UA já vai longe: esta será a “Aula 402”.

O Prof. Gabriel Zanotti é diretor acadêmico do Instituto Acton e Professor fulltime na Universidad Austral. (Curriculum Vitae). Além de sua agenda acadêmica, fez a experiência de convidar um grupo de pessoas conhecidas, com atividade profissional, para um ciclo de palestras em casa. Foi o que ele chamou de “POST GRADO EN FILOSOFÍA PARA PROFESIONALES”. O resultado ele mesmo conta em seu blog : “Educar es posible“.

Jacques Maritain (1882 – 1973) foi um pensador / cientista francês que teve grande influência sobre a Igreja Católica entre os anos 1960-70. Protestante de origem, converteu-se ao catolicismo em 1906. Autor de mais de 60 livros, ajudou a reviver Santo Tomás de Aquino nos tempos modernos. É um dos colaboradores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi amigo e mentor do Papa Paulo VI.

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Casado com a imigrante russa Raïssa Oumançoff, destacada poetisa e mística, teve na esposa uma parceira intelectual em sua busca pela verdade. Desencantado com o cientificismo – que não era capaz de abordar as questões existenciais mais importantes da vida – fez um pacto com Raïssa de cometerem suicídio juntos se dentro de um ano não conseguissem descobrir um significado mais profundo para a vida. A pedido de Charles Péguy, começaram a assistir às palestras de Henri Bergson no Collège de France. As críticas de Bergson ao cientificismo conseguiram pôr um fim ao desespero intelectual de Jacques e Raïssa e neles instilou o “senso do absoluto”. Por influência de Léon Bloy, converteram-se ao Catolicismo Romano cinco anos depois do “pacto”.

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O pensamento filosófico de Maritain tem por base Aristóteles. Maritain parte do princípio de que a metafísica é anterior à epistemologia. O Ser é apreendido primeiro implicitamente pela experiência sensorial e é conhecido de duas formas. Primeiro por abstração da experiência sensorial. Em segundo lugar, ao se chegar ao Ser reflexivamente através da apreensão da experiência sensorial, pode-se chegar ao que Maritain chama de “uma Intuição do Ser”. Para Maritain este é o ponto de partida para a metafísica; sem a intuição do Ser não se pode ser um metafísico.

Maritain defendia o Humanismo Integral: as formas seculares de humanismo são, inevitavelmente, anti-humanas uma vez que se recusam a reconhecer a pessoa toda. Uma vez que a dimensão espiritual da natureza humana é rejeitada, tem-se um humanismo parcial, que rejeita um aspecto fundamental do ser humano. Em seu Humanismo Integral, ele explora o que pode vir a ser uma Cristandade, com fundamentos em seu pluralismo filosófico. Este pensamento está na base do movimento Democrático Cristão.

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Fontes: Wikipédia (versão inglês), Instituto Acton Argentina, site Gabriel Zanotti.

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* Think tank sediado em Buenos Aires, Argentina, dedicado ao estudo da religião e da liberdade.
* Editora do Instituto Liberal

 

Ref. da imagem: Wikipédia

 

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