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Homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva

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Em 13 de junho de 1763, nasceu José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil. Destaco trechos de meu livro “Os Fundadores – O projeto dos responsáveis pelo nascimento do Brasil”, pela editora Almedina/Edições 70:

“Bonifácio também não tinha nenhuma devoção piegas aos monarcas e aos nobres, limitando-se a reconhecer a utilidade e o valor da instituição que representavam. Isso se demonstra quando, em suas anotações pessoais, dá testemunho de serem, não os príncipes faustosos ou os governadores das nações, mas por vezes homens de menor monta, de outras posições sociais, notadamente os que se dedicam às obras científicas e fazem as grandes descobertas, os responsáveis por muitas realizações fundamentais à vida cotidiana do povo.

Era um admirador do mérito pelo esforço, dos sucessos conquistados pela prova de valor, sustentando não se felicitar de soluções de força e violência em que apostavam os cultistas dos guerreiros e da espada.” (p. 89)

“(…) as ideias de José Bonifácio se destacaram mesmo do conjunto dos pensadores e articuladores da Independência na época sob dois outros pontos de vista. Se todos pensavam na prosperidade do território luso-americano e em não se permitirem subjugar pelas Cortes lisboetas, e se todos os que se vincularam ao projeto emancipacionista vencedor admitiram a coroa de D. Pedro como o elemento aglutinador, Bonifácio construiu uma obra intelectual de análise psicológica do perfil do povo sobre o qual se iria erguer uma nova pátria e, associada a isso, uma teoria social de reformas profundas que esse povo demandaria.

O velho santista não tinha a pretensão apenas de uma independência político-administrativa e de liberdades econômicas em relação às determinações de lideranças movidas pelos interesses de além-mar. Ele queria efetivamente produzir uma nação, que se ajustasse em plenitude a essa institucionalidade e pudesse lhe conferir solidez.

Para ele, a negligência com relação a certos desafios essenciais e estruturais da sociedade construída na América pelos portugueses levaria a crises que, cedo ou tarde, não permitiriam mais a subsistência do regime.” (p. 91)

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Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, membro refundador da Sociedade Tocqueville, sócio honorário do Instituto Libercracia, fundador e ex-editor do site Boletim da Liberdade e autor, co-autor e/ou organizador de 10 livros.

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